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Lição 07 - ARREPENDIMENTO, A BASE PARA O CONCERTO

 
 
Texto Áureo: II Cr. 7.14 – Leitura Bíblica: Ne. 9.1-36

Pb. José Roberto A. Barbosa


Objetivo: Mostrar aos alunos que quando o povo de Deus se arrepende de seus pecados, além de receber o perdão divino, começa a conhecer melhor o Seu Deus.

INTRODUÇÃO
A principal condição para se aproximar de Deus é o arrependimento, desde a Antiga Aliança o Senhor determinou que: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Cr. 7.14). Partindo desse requisito, estudaremos, na lição de hoje, sobre a necessidade do arrependimento. No início da aula, apontaremos as definições bíblico-teológicas, a partir do hebraico e do grego bíblico. Em seguida, com base em Ne. 9, mostraremos o que acontece quando o povo se arrepende dos seus pecados. Ao final, destacaremos a importância do concerto com o Senhor, a fim de que possamos crescer no conhecimento do Senhor.

1. ARREPENDIMENTO, DEFINIÇÃO BÍBLICO-TEOLÓGICA
Existem, no hebraico e grego bíblico, palavras distintas para definir o termo arrependimento. Em hebraico, destacamos: naham, que apresenta os sentidos de “confortar e consolar”, bem como o de “mudar de mente, sentir tristeza”, essa palavra é usada inclusive enquanto atribuição humana às atitudes divinas (antropormofismo), quando o texto bíblico diz que Deus se arrepende (Jn. 3.10). Outra palavra hebraica para arrependimento é ana, que denota contrição, em alguns casos com conotações de violência, demonstrada através do jejum e oração (Lv. 16.31; 23.27; Sl. 35.13). O termo mais específico para caracterizar arrependimento em hebraico é sub, cujo sentido é o de voltar atrás, retornar, o ato humano de abandonar o pecado ou idolatria e de se voltar para Deus. No Novo Testamento, o substantivo metanoia e o verbo metanoeõ denotam um direcionamento radical e moral da pessoa ao se distanciar do pecado e se voltar para Deus. Essas palavras são derivadas de meta (após) e nous (mente, compreensão), do substantivo  noeõ (compreender, perceber). Mas a revelação do arrependimento no Novo Testamento vai além da sua etimologia, pois aponta para uma mudança de vida (At. 8.22), comprovada através de ações (Mt. 3.8; At. 26.20). Por isso, Paulo expressa, em II Co. 12.21, o desejo de arrependimento e a mudança de vida para algumas pessoas da igreja de Corinto. Em Apocalipse 16.9, está escrito que serão lançados no fogo aqueles que não quiseram se arrepender e dar glória a Deus. Nesse sentido, João Batista admoesta o povo ao arrependimento dos pecados (Mt. 3.2,3), tendo em vista a iminência do Reino (Mc. 1.15). Essa é uma das doutrinas fundamentais da fé cristã, por isso, deva ser pregada a todas as nações (Lc. 24.47), tendo em vista que a vontade de Deus é que todos se arrependam para a salvação em Jesus Cristo (Rm. 2.4; II Pe. 3.9).

2. QUANDO O POVO SE ARREPENDE DOS SEUS PECADOS
Em Ne. 9.1-3 lemos que a fome pela Palavra de Deus resultou na consciência do pecado e isso causou quebrantamento no povo. Consequentemente, houve uma confissão em massa, como sinal do arrependimento (Pv. 28.13). Além de confessar seu pecado, o povo se voltou à prática do jejum. Mas o povo não se absteve apenas da comida, ele também se distanciou das práticas condenadas pelo Senhor.  Antes de se alegrarem, ele chorou, e esse é um princípio importante, principalmente nos dias atuais, em que muitos não querem mais ter consciência do pecado, em alguns púlpitos essa mensagem não é mais pregada. Antes de mostrar a graça suficiente de Deus, os pregadores devem apresentar a condição de pecado e condenação daqueles que estão distantes do Senhor. Em virtude da consciência do pecado e da misericórdia de Deus, os judeus dedicaram o vigésimo quarto dia do mês para jejuar, meditar e orar, e dar lugar para a Palavra de Deus. Jejum não é a mesma coisa que greve de fome, trata-se de uma disposição espiritual, um exercício de renúncia, para meditar nas Escrituras e orar ao Senhor. Infelizmente muitos crentes modernos não mais jejuam, eles acham que isso de nada adianta. Ora, se muitos deixaram de orar, não se poderia esperar menos do jejum, uma prática tão importante observada pelos crentes mais antigos. O jejum e a oração devam servir de motivação para olharmos para trás, como fizeram os judeus, refletindo a respeito da sua história.  Eles atentaram para a condenação que sobreveio sobre aqueles que desobedeceram no deserto, que quiseram retornar para o Egito e se prostraram perante o bezerro de ouro. Refletir sobre a nossa história é necessário a fim de avançarmos, principalmente para não recairmos sobre os mesmos erros. Por outro lado, não podemos continuar remoendo as culpas, conscientes do perdão de Deus, devemos prosseguir, adorando ao Senhor (Ne. 8.5), em espírito e verdade (Jo. 4.24). Para tanto, é preciso reconhecer a natureza eterna de Deus (Ne. 9.5), Sua singularidade, pois o Senhor é o Único Deus (Dt. 6.4), e que é Poderoso para cumprir as Suas Promessas. Ele é o Criador, Aquele que soberanamente escolheu o Seu povo (Ne. 9.6-8) e que o liberta da aflição, operando milagres e guiado-o por meio da Sua Palavra (Ne. 9.9-15). A Sua misericórdia se estende de geração em geração (Ne. 9.19), Ele provê aquilo que necessitamos, ainda que não mereçamos (Ne. 9.20). Ele nos dá o necessário (Ne. 9.21), o pão nosso de cada dia (Mt. 6.11), que não deva ser confundido com prosperidade, nos termos defendidos pela famigerada teologia da ganância. Devemos dar graças pela família que Ele nos deu, já que os filhos são dádivas do Senhor, por isso, precisamos investir neles, não apenas materialmente, mas, sobretudo, espiritualmente (Ne. 9.23).

3. A NATUREZA DO CONCERTO COM DEUS
O concerto de Deus está estabelecido nos céus, não por causa da fidelidade do homem, mas da bondade do próprio Deus. Esse concerto não se fundamenta em quem nos somos, mas em quem Deus é (Ne. 9.17). No contexto bíblico, o concerto sempre teve importância fundamental, haja vista que Deus fez diferentes concertos com Noé (Gn. 6.18; 9.8-17), Abraão (Gn. 15.18; 17.1-22;), e mais tarde com o Seu povo, através de Moisés (Ex. 19.5; 24.1-8). Mas o povo também precisa responder aos termos do Concerto, obedecendo a Torah, líderes como Josué (Js. 24.25-27) e reis como Ezequias e Josias chamaram a atenção do povo em relação ao pacto com Deus (II Cr. 29.10; 34.29-32). A estrutura do Concerto com Deus pode ser apreendida a partir dos capítulos 9 e 10 de Neemias, cujo fundamento é a misericórdia de Deus. Ela é a causa de não sermos consumidos, e nos inspira à obediência (Ne. 10.29), e a continuarmos na presença do Senhor (Ne. 10.39). A interpretação do Concerto de Deus com Israel apresenta especificidades para aquele povo, mas alguns princípios podem ser aplicados à Igreja. A graça de Deus, manifestada em Jesus Cristo (Tt. 2.11), nos instiga a viver para Ele. O Senhor Jesus ensinou que a obediência aos seus mandamentos é uma demonstração do nosso amor por Ele (Jo. 14.21,24). O Concerto de Jesus com a Sua Igreja está baseado em Seu sacrifício vicário. Por ocasião da Ceia do Senhor, celebramos, nesse ato memorial, o que Ele fez por nós (Mt. 26.26-30; I Co. 11.23-30). A família inteira é conclamada a renovar Sua aliança com o Senhor, como fizeram nos tempos de Esdras e Neemias (Ne. 10.28,29). Os pais precisam orientar seus filhos nos caminhos do Senhor, para que, não apenas no futuro, mas desde já, se conduzam em conformidade com a Sua palavra, e a se lembrarem dos feitos do Senhor  

CONCLUSÃO
O avivamento, resultante da exposição da Palavra de Deus, conduziu o povo à renovação do Concerto com o Senhor. Tal concerto implicava no reconhecimento da misericórdia de Deus e na disposição para obedecê-lo em amor. Do mesmo modo, a igreja do Senhor deve lamentar os seus pecados, os crentes cujas mentes estão cauterizadas precisam buscar imediatamente o arrependimento. Portanto, em consonância com as palavras do profeta Isaias, declaremos: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Is. 55.6,7).

BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. Neemias. São Paulo: Hagnos, 2006.
PACKER, J. I. Neemias: paixão pela fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
 
 

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Bíblia Glow é escolhida como o melhor aplicativo do ano



O aplicativo do software Bíblia Glow foi escolhido pelo jornal USA Today como o número um na lista dos aplicativos mais legais do ano. O jornal considerou a Glow como “um dos aplicativos de livros mais impressionantes disponíveis”, vencendo outros aplicativos populares como “Diário de Davi” de David Sedaris e “1000 lugares para conhecer antes de morrer” de Patrícia Schultz.

A Glow basicamente apresenta diferentes imagens, artigos e elementos de mídia que estão diretamente ligadas a versículos bíblicos, mostrando o contexto daquelas histórias da Bíblia ou períodos históricos.
Ele torna a Bíblia mais relevante e atraente para os usuários, oferecendo vídeos e imagens de alta resolução, mapas, um tour virtual de 360 °, planos de leitura personalizada da Bíblia, e uma interface para navegação rápida e fácil seja em Macs, PCs, iPhones ou iPads.

Sua biblioteca de mídia tem mais de 700 imagens de arte sacra, 2300 fotos coloridas e 500 excursões virtuais de lugares bíblicos, 140 mapas interativos. O aplicativo custa 50 dólares, mas há uma versão gratuita, a “Glow Lite”, que inclui as traduções King James e Nova Versão Internacional, além de alguns artigos e mapas.

O aplicativo foi uma iniciativa de Nelson Saba, diretor executivo da Immersion Digital, empresa criadora da Glow. Tendo criado anteriormente uma enciclopédia bíblica interativa, a Ilúmina, Saba estava familiarizado com plataformas interativas que podiam ensinar as Escrituras de forma criativa. Ele se juntou a Phil Chen para juntos lançarem a Glow em 2009.

“Já são duas gerações que nasceram em um mundo digital e buscam a mídia digital antes de qualquer outra”, disse Saba em seu site. “Sentimos que esse era o momento certo para criar uma Bíblia digital projetada para essa geração que servisse como uma alternativa ao papel, porque eles não usam mais as Bíblias tradicionais. Nosso objetivo não era apenas a digitalização da Bíblia. Criamos um produto com diferentes funcionalidades que vão ajudar a tornar a Bíblia mais relevante e atraente para essa geração”, acrescentou.

O outro “pai” da Glow, Phil Chen é pastor ordenado natural da Coréia do Sul e já havia criado o Handstand, um serviço de conteúdo para jornais e revistas. Ele diz que se inspirou depois de ouvir um discurso de Billy Graham.
O pastor Graham disse que a tecnologia mais recente, o design, e a ciência não poderia resolver o que Cristo veio para resolver.

Chen explica que seu objetivo é divulgar a Palavra de Deus. “Acho que todas as empresas de tecnologia e os meios de comunicação dos cristãos podem contribuir com a missão de Cristo, divulgar o que ele fez pela humanidade. A Glow é um novo meio para um novo século”, disse ele.

A Glow foi escolhida no ano passado como a Bíblia do Ano pela Associação de Editoras Evangélicas dos Estados Unidos e já recebeu muitos elogios e apoio de autores e pastores famosos.


 Traduzido e Adaptado por Gospel Prime de Usa Today e Cristianos


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Lição 06 - NEEMIAS LIDERA UM GENUÍNO AVIVAMENTO

 
Texto Áureo: Ne. 8.2,3 – Leitura Bíblica: Ne. 6.1-9

Pb. José Roberto A. Barbosa


Objetivo: Mostrar aos alunos que o genuíno ensino da Palavra de Deus é capaz de produzir um verdadeiro avivamento.

INTRODUÇÃO
O templo havia sido reconstruído, os muros reerguidos, mas faltava o principal, um genuíno avivamento. Na aula de hoje estudaremos a respeito do avivamento verdadeiro que aconteceu nos tempos de Esdras e Neemias. A princípio definiremos avivamento no contexto geral da Bíblia, a Palavra de Deus. Em seguida, comentaremos o texto de Neemias 8, no qual está registrado esse grandioso avivamento. Ao final, convocaremos a igreja do Senhor para experimentar um avivamento genuíno, respaldado e conduzido pela Palavra de Deus.

1. AVIVAMENTO, DEFINIÇÕES BÍBLICO-TEOLÓGICAS
Nos dicionários de Língua Portuguesa, o termo avivamento vem do verbo “avivar”, que significa: “tornar mais vivo, estimular, tornar mais nítido, ativo e intenso” (Aurélio). O avivamento deva ser uma condição perene na igreja cristã, talvez, por isso, não exista essa palavra nem no Antigo quanto no Novo Testamento, apenas termos correlacionados. Encontramos na Bíblia apenas o verbo “avivar”, usado com muita freqüência. Em I Rs. 17.22 a palavra hebraica é shub, que se refere ao ato de fazer voltar à vida algo que se encontrava morto ou simplesmente, renovar ou restaurar. Na célebre oração de pedido de avivamento de Hc. 3.2, a palavra hebraica é chaiah, cujo significado é viver, ter vida, permanecer vivo, sustentar a vida, viver prosperamente, viver para sempre, reviver, estar vivo, ter a vida ou a saúde recuperada. Existem dois outros textos clássicos em hebraico que se referem a esse ato, ambos com a palavra chaiah, são Sl. 85.6 (avivamento corporativo) e Is. 57.15 (avivamento pessoal). As características de um avivamento genuinamente bíblico são as seguintes: 1) percepção da presença de Deus – isso é claramente revelado em At. 2 e em Hc. 3.2 onde o profeta reconhece “Deus veio”, é uma experiência marcante; 2) disposição incomum para ouvir a Deus – devemos lembrar que o avivamento é uma resposta de fé, e essa, vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10.17); 3) convicção profunda do próprio pecado – vejamos o que aconteceu com o profeta Isaias, diante da manifestação do poder de Deus (Is. 6.3-5); e 4) quebrantamento que leva à obediência em alegria (Nm. 8.17,18).

2. NEEMIAS E AS MARCAS DO VERDADEIRO AVIVAMENTO
Sem a consideração à Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, não há genuíno avivamento. Ao longo da história da igreja, especialmente no período da Reforma Protestante, o avivamento ocorreu em decorrência da atenção devotada às Escrituras. Nos tempos de Neemias, a Torah havia sido abandonado, o povo se distanciou da revelação do Senhor. Nos dias atuais enfrentamos os mesmos desafios, face ao liberalismo teológico, que nega a revelação sobrenatural de Deus, e das tradições humanas, que se colocam acima da Palavra, é preciso retorna à Palavra. Em Neemias, capítulo 8, compreendemos a natureza de um avivamento genuíno, que se sustenta pela exposição da Bíblia. Deus moveu o povo para reunir-se e ouvir a Palavra (Ne. 8.1), todos: homens, mulheres e crianças, buscaram as Escrituras (Ne. 8.2), com o propósito exclusivo de crescerem por meio da exposição bíblica. Esdras, o expositor, demonstrou-se completamente comprometido com as Escrituras (Ne. 8.4,5; Ed. 7.10). O povo, ao contrário do acontece em muitos arraiais evangélicos atualmente, estava de ouvidos atentos, mente aguçada, reverente, e em adoração diante da Palavra (Ne. 8.3-8). O tipo de pregação priorizado por Esdras foi a expositiva, também seguida pelos Reformadores. Primeiramente o texto foi lido (Ne. 8.3-5), em seguida ele foi explicado (Ne. 8.7,8), e depois aplicado (Ne. 8.9-12). Essa é uma grande lição para os pregadores modernos, que utilizam o texto bíblico ao seu bel prazer, não para dizerem o que o texto diz, mas para usarem o texto para dizerem o que querem. A pregação expositiva da Palavra de Deus atinge a mente (Ne. 8.8), a emoção (Ne. 8.9-12) e demanda decisão, vontade de obedecer (Ne. 8.11,12). O avivamento genuíno começa pela liderança, é ela que precisa tomar a iniciativa de buscar a Palavra de Deus (Ne. 8.13-15), os liderados, a partir da motivação da liderança, é orientada a se voltar para a Bíblia (Ne. 8.16-18).

3. A IGREJA DEVE BUSCAR UM GENUÍNO AVIVAMENTO
A igreja evangélica brasileira tem crescido bastante nessas últimas décadas, mas esse avanço não representa um genuíno avivamento. Isso porque ao invés de buscar a Palavra de Deus, muitos evangélicos estão fundamentados no emocionalismo, em interesses pessoais, não há compromisso com as Escrituras. A pregação está desaparecendo dos púlpitos, os shows estão predominando durante as horas separadas para a união entre os crentes. Os evangélicos, moldados em uma cultura da superficialidade, não conseguem permanecer atentos por meia hora para ouvir a exposição da Palavra de Deus. Para não perderem os seus fiéis, a liderança tem feito uma série de concessões. Os cultos mais parecem espetáculos de circo, cheio de iluminações e marabalismos. Essa espetacularização do culto reflete uma ausência de espiritualidade genuína. Os pregadores, a fim de agradarem a platéia, dizem tão somente o que as pessoas querem ouvir. Aqueles que têm compromisso com a Palavra de Deus são descartados em favor dos marqueteiros da fé, que usam e abusam da mídia para se projetarem. Esses não têm conhecimento bíblico-teológico, ouvi-los, na maioria das vezes, é um exercício de paciência. Precisamos aprender a valorizar as coisas simples, o ensinamento da Palavra de Deus, com o foco na mensagem, não no currículo dos mensageiros. Teremos um avivamento genuíno no Brasil quando a igreja evangélica ouvir a voz de Deus e decidir obedecer a Sua palavra. Precisamos voltar a chorar pelos nossos pecados, sentir a miséria daqueles padecem necessidade, valorizar as pessoas pelo que são, não pelo que têm, imitar o exemplo daqueles que servem ao Senhor com sinceridade.

CONCLUSÃO
O texto de Neemias 8 nos direciona para buscar um avivamento genuíno: 1) Esdras reuniu a todos, não apenas alguns, contanto que fossem capazes de entender aquilo que haveria de ser exposto (v. 2), mas antes, ele direcionou o povo à oração, quando todo povo disse “amém” (v. 6). Ele leu com distinção, isto é, de modo que todos pudessem ouvir com nitidez. Em seguida, após essa leitura com clareza, ela expunha o sentido para que as pessoas compreendessem (v. 8); 2) como resultado da leitura e exposição da Palavra, o povo entristeceu-se e sentiu vergonha dos seus pecados diante de Deus, o clamor foi tal que Esdras e Neemias precisaram instruir o povo a que se regozijassem perante o Senhor; e 3) O povo, então, tomou a decisão de obedecer a Palavra de Deus (v. 17), e, após ouvir os ensinamentos do Senhor, “houve muita alegria” (v. 18). Esse é o percurso bíblico do verdadeiro avivamento, parte da leitura e exposição da Bíblia, sob a oração, debaixo da unção do Espírito Santo. Que Deus avive sua obra nos meio do Seu povo!

BIBLIOGRAFIA
BROWN, R. The message of Nehemiah. Downer Grove: IVP, 1998.
KIDNER, D. Esdras e Neemias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1985.
 
 
 

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Cientistas tentam explicar como ocorre a tentação em nossa mente



A tentação pode ter várias formas. Seja na forma de um doce para quem está de dieta, uma bebida para um alcoólico em recuperação ou uma mulher atraente para um homem casado.
Como é possível frear o impulso de ceder à tentação e manter sua integridade, seja de magreza, sobriedade ou fidelidade? Não pare para pensar. Pensar pode não ajudar. Aliás, pensar demais no assunto pode por tudo a perder.
Essa surpreendente conclusão foi anunciada depois de novo estudo realizado por Loran Nordgren e Eileen Chou, cientistas da Northwestern University, relatou a revista Psychological Science.
Os pesquisadores resolveram estudar o tema para tentar conciliar dois pressupostos contraditórios encontrados na literatura sobre o assunto. “Uma corrente mostra que a cognição durante a tentação distorce (o pensamento) de maneira que estimula o comportamento impulsivo”, diz Nordgren. “Outra corrente mostra que a tentação se vale de processos de proteção (pensamentos) que aumentam o autocontrole. Você mostra um pedaço de bolo, e o pensamento inicial da pessoa é “Estou de dieta. Não, obrigado “.
Mas as duas possibilidades desconsideraram um fator crucial: o instinto visceral. “Seja fome, sede, apetite sexual ou o simples desejo de saciedade, isso pode determinar se os mesmos processos cognitivos resultarão em um comportamento impulsivo ou em autocontrole”, destacou o cientista.
Os pesquisadores avaliaram diferentes mecanismos cognitivos, para ver como a tentação afeta as pessoas. Na primeira experiências, 49 estudantes do sexo masculino, que possuem um relacionamento estável, foram divididos em dois grupos.
Uma parte deles assistiu a um filme erótico que os deixou excitados. Os demais viram um vídeo sobre moda, que não os animou em nada. Em seguida, os pesquisadores mostraram imagens de mulheres atraentes e observaram por quanto tempo os homens olharam para elas.
Uma semana depois, a experiência foi repetida. Porém, desta vez disseram que as moças eram estudantes solteiras. Os homens do grupo que assistiu o filme erótico passaram mais tempo olhando as fotos das moças. O mesmo não aconteceu com o outro grupo. Mais exposição à tentação gerou menos fidelidade.
Em outro experimento, 53 fumantes foram divididos em dois grupos. Os do primeiro grupo foram instruídos a fumar antes da experiência, enquanto os demais ficaram sem cigarros durante três horas. Depois, todos eles relataram o prazer de fumar.
Alguns dias depois, a experiência foi feita novamente, Mas os voluntários tinham uma escolha: esperar 40 minutos para fumar e receber 3 euros ou fumar imediatamente e não ganhar o dinheiro. Como era esperado, os que haviam fumado conseguiram esperar – mas também avaliaram o prazer de fumar de forma mais negativa do que da primeira vez. Os demais não esperaram, mas avaliaram o prazer de fumar positivamente.
O que o estudo mostra? “Se analisarmos razão X emoção, a tendência será pensar que a cognição serve a interesses de longo prazo e à emoção ou à gratificação imediata. É como se tivéssemos um anjo em um ombro e um diabinho no outro”, explicam os cientistas.
Mas para a explicação psicológica é que a necessidade ou o desejo promovem impulsividade, mas também corrompem processos cognitivos que poderiam impedir tal comportamento. “Quando você passa por uma tentação real, sua racionalização some por um tempo e parece que agora existem diabinhos dos dois lados”, concluem.
O que a Bíblia diz sobre isso?
Tiago 1:13-15
Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Yahoo News


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BV Films lança documentário sobre os 400 anos da Bíblia King James


Desde a sua primeira publicação em 05 de maio de 1611, a Bíblia King James tem influenciado não só o desenvolvimento da civilização ocidental, como também pode ser considerada um monumento histórico à literatura inglesa, revelando segredos e costumes da história mundial.
Podemos dizer que a palavra “influência” traduz todo o significado do que representa a Bíblia King James. Geddes MacGregor, um dos escritores mais influentes da literatura gospel Americana, a declara em 1968 como \”a versão mais influente do livro mais influente do mundo, no que agora é a sua linguagem mais influente”.
Uma prova disso é a utilização de frases que se tornam clichês, como por exemplo: cingiu os lombos, sepulcros caiados, pés de barro, terra de leite e mel – e as muitas formas que têm sido criativamente adaptadas na mídia e na cultura popular, advindas da Bíblia King James.
Em comemoração aos 400 anos da Bíblia King James a BV Films se prepara para lançar um documentário produzido pela Lionsgate que retrata a história deste que é um dos livros mais importantes no mundo.
O documentário “BKJ: O Livro que Mudou o Mundo” é apresentado pelo premiado ator John Rhys-Davies (O Senhor dos Anéis, Indiana Jones e A última Cruzada), o qual diz: \”Essa história é sobre um livro. Um livro que mesmo que você nunca o tenha lido, tem influência sobre sua vida. Na verdade, suas figuras, sua linguagem e sua influência tem tocado todo o mundo nos últimos 400 anos. E ele também é considerado a Palavra viva de Deus\”. Por meio deste documentário aprenderemos mais a respeito de um livro que sintetiza respostas para muitos questionamentos existentes.
Em “BKJ: O Livro que Mudou o Mundo” teremos a real noção da importância deste livro que deu origem a uma maior e elucidativa visão a respeito das Escrituras.
Aproveite e conheça mais deste monumento histórico à humanidade e celebre junto os 400 anos da Bíblia King James conhecendo mais de sua história. Aguarde!

Fonte: BV Films


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Encontro de Pessoas com Deficiência Visual, no Museu da Bíblia


Pelo quinto ano consecutivo, o Encontro de Pessoas com Deficiência Visual, no Museu da Bíblia, em Barueri (SP), foi sucesso de público. Realizado no último dia 22 de outubro, o evento reuniu cerca de 400 visitantes, entre beneficiados do programa A Bíblia para Pessoas com Deficiência Visual, mantido há mais de 15 anos pela SBB, e de instituições que trabalham com este público.



Fonte:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=279497798751159&set=a.279497568751182.72348.205506452816961&type=1&theater

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Formiga escravagista – Ilustração

Conta-se que há na Amazônia uma espécie de formigas que literalmente escraviza outras formigas mais fracas.
Elas atacam o formigueiro da espécie mais fraca, matam seus defensores e levam os casulos das formigas trabalhadoras.
Quando estas “crianças capturadas” saem do casulo, elas pensam que fazem parte da família das formigas invasoras e lançam-se nas tarefas para as quais nasceram.
Nunca chegam a compreender que são vitimas do inimigo para fazerem trabalho forçado.

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Crianças são proibidas de frequentar a Escola Dominical na Ásia


Um grupo de pais invadiu a classe de Escola Dominical que acontecia em uma escola de um vilarejo na Ásia para exigir que o ensino sobre Jesus não aconteça mais no prédio público.
O Clube da Criança é uma classe de escola dominical organizada pela entidade missionária Gospel for Ásia que por falta de local para acomodar as 50 crianças do grupo, conseguiu uma permissão para usar a sala de uma escola.
Para não gerar mais confrontos, os estudantes da escola bíblica resolveram parar de ensinar na escola e suspenderam as atividades até que consigam um local que possa acomodar a todos os interessados pelo curso.
Através da Gospel for Ásia, os estudantes pedem oração para que eles consigam um novo local para reiniciarem as reuniões e para que nesse meio tempo as crianças mantenham Jesus à frente de suas mentes. O grupo também pede oração pelo missionário do vilarejo, o pastor Anish Tripathi.

 Com informações Portas Abertas

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Lição 05 - A CONSPIRAÇÃO DOS INIMIGOS CONTRA NEEMIAS

Texto Áureo: Ne. 6.3 – Leitura Bíblica: Ne. 6.1-9

Pb. José Roberto A. Barbosa


INTRODUÇÃO
Os inimigos da obra de Deus tudo farão para impedir a expansão do Seu reino. Na aula de hoje atentaremos para a conspiração dos inimigos contra Neemias. A princípio destacaremos as estratégias do inimigo a fim de atrasar o avanço da obra. Em seguida, analisaremos a trama dos inimigos para atingir Neemias, já que esse estava em posição de liderança na condução dos trabalhos. Por fim, apontaremos as convicções do servo do Senhor que fizeram diferença diante das ameaças dos inimigos.

1. AS ESTRATÉGIAS DOS INIMIGOS
Os inimigos não dão trégua e tentam de várias maneiras atrapalharem o desenvolvimento da obra de Deus. Neemias passou por várias afrontas dos seus opositores: desagrado (Ne. 2.10), zombaria (Ne. 2.19), escárnio (Ne. 4.1), humilhação (Ne. 4.2), chacota (Ne. 4.3), confusão (Ne. 4.8), violência (Ne. 4.11) e boatos (Ne. 4.12). Eles recorreram a diversas estratégias no intuito de dificultar o progresso da obra, dentre elas destacamos: 1) a distração – como as portas ainda não havia sido postas no devido lugar, os adversários tentaram retirar os obreiros do foco sobre a tarefa a ser desenvolvida (Ne. 6.1); 2) a negociação – quando os opositores não conseguem êxito em sua empreitada contra os servos de Deus, eles buscam barganhar, com vistas a tirarem alguma vantagem (Ne. 6.2); 3) a maldade – os adversários queriam conduzir Neemias para um local distante, fora da zona de segurança, com essa proposta pretendiam mata-lo (Ne. 6.2); 4) o cansaço – os inimigos não desistem, a insistência visa levar os servos de Deus ao cansaço (Ne. 6.4); 5) a boataria – os opositores da obra de Deus recorrem a essa estratégias; por meio do falso testemunho querem denegrir a imagem da liderança (Ne. 6.4-7); 6) a chantagem – através de tais recursos os adversários pretendem demonstrar aos servos de Deus que não há saída, que eles estão encurralados (Ne. 6.7); e 7) o medo – os adversários sabem que o temor pode fazer com que as pessoas fiquem paralisadas, por isso, tentam amedrontar os servos de Deus (Ne. 6.9). Essas estratégias utilizadas pelos inimigos da obra de Deus nos tempos de Neemias ainda se repetem nos dias atuais. Através dos recursos da mídia, ou de aparatos jurídicos, os opositores do Reino de Cristo tentam intimidar os que servem ao Senhor.

2. AS CONSPIRAÇÕES DOS INIMIGOS
Os inimigos da obra de Deus conspiraram contra Neemias, eles arquitetaram um plano para aniquilá-lo. O desejo deles era o de sequestrar o servo do Senhor, por isso queriam conduzi-lo para uma das aldeias da planície de Ono. Tratava-se de um lugar que ficava entre Samaria e Jerusalém, a meta dos adversários era destruir aquele que era o principal representante na reconstrução da obra de Deus. Lutero, o reformador protestante, também passou por situações semelhantes diante do poder religioso. Os líderes da igreja oficial, aliados às forças políticas da sua época tentaram sequestra-lo a fim de que a reforma fosse abortada. As autoridades contrárias ao controle papal foram usadas por Deus para proteger o reformador. Por isso, antes de uma emboscada com o intuito de mata-lo, preservaram a sua vida, e levaram-no a um lugar seguro, onde conclui a tradução da Bíblia para o alemão. Neemias revelou ser um homem resoluto, ele sabia que estava investido de uma grande responsabilidade, por isso não se deixou levar pelas distrações dos inimigos (Ne. 6.3). Ele estava convicto do seu chamado para aquele ministério, por esse motivo, mesmo com a insistência dos opositores, Neemias se mostrou inflexível. Nem mesmo as falsas acusações do inimigo foram capazes de tirar o servo do Senhor do seu alvo. Em resposta a intimidação dos adversários, Neemias se mostrou confiante em Deus. Ele sabia que o Senhor é soberano (Ne. 1.5; 2.4,20), sábio (Ne. 2.12), poderoso (Ne. 4.14,20), misericordioso (Ne. 9.17), compassivo (Ne. 9.19) generoso (Ne. 9.19) e paciente (Ne. 4.14,20). Quando conhecemos nosso Deus não temos motivos para temer. A confiança no Senhor é fortalecida através da oração, por essa razão, Neemias está sempre se dirigindo ao Deus de Israel (Ne. 6.14). A ausência de oração na vida do líder, e de todo cristão, faz com que ele veja os inimigos e os problemas maiores do que eles realmente são.

3. CONVICÇÃO DIANTE DOS INIMIGOS
O êxito de Neemias durante o período de reconstrução dos muros de Jerusalém, mesmo diante das conspirações dos inimigos, é resultado das suas convicções. Paulo, ao escrever ao jovem Timóteo, revelou-lhe que sabia em quem havia crido (II Tm. 1.12). Os discípulos não se intimidaram com as afrontas das autoridades religiosas. Eles sabiam que Jesus havia ressuscitado dos mortos, por isso testemunhavam do evangelho com ousadia (At. 4.29-37). Sem convicções firmes na Palavra de Deus, o líder cristão acaba se tornando presa fácil dos inimigos. Neemias era um homem de fé, por isso ele priorizou a revitalização do culto ao Senhor (Ne. 7.1). Em alguns contextos evangélicos, a Palavra de Deus está sendo relegada a segundo plano. Há líderes cujos interesses não se coadunam com os princípios escriturísticos, estão preocupados apenas com a obtenção de poder e riqueza, ainda que, para tanto, subvertam a doutrina bíblica. Um líder convicto da sua fé em Deus não faz aliança com indivíduos que comprometam sua idoneidade cristã. Neemias procurou se aproximar de pessoas que o ajudassem e que fortalecessem o projeto de Deus (Ne. 7.2). Mesmo confiando no Deus de Israel, Neemias não fez pouco caso dos perigos que precisava enfrentar (Ne. 7.3), por esse motivo ele planejou a execução de tarefas que protegessem o povo de Deus (Ne. 7.4). É admirável, e serve de inspiração para todo cristão, a capacidade de Neemias de sacramentar cada uma das suas atitudes. Qualquer responsabilidade desempenhada na reconstrução dos muros era motivo de oração, em tudo se buscava a direção divina (Ne. 7.5). Os princípios bíblicos não podiam ser descartados, o planejamento não teria efeito se não fosse executado de acordo com os parâmetros estabelecidos por Deus em Sua palavra (Ne. 7.61-65). A ganância e o materialismo, que se constituem um problema para os cristão deste tempo, foram atacados por Neemias, ao invés de incentivar a prosperidade individual ele estimulou o povo a exercitar a generosidade (Ne. 7.66-73).

CONCLUSÃO
A conspiração dos inimigos contra a obra de Deus é constante, esse é o motivo do povo de Deus permanecer atento, exercitando o discernimento espiritual (Ne. 6.2), a fim de identificar a relevância do serviço que estamos desempenhado, não especificamente para homens, mas para Deus (Ne. 6.3). Diante das ameaça, é preciso ter cautela, não se adiantar e demonstrar prudência espiritual, não falar mais do que necessário e permanecer firme nos propósitos estabelecidos pelo Senhor (Ne. 6.4). Se assim agirmos, demonstraremos integridade espiritual diante das afrontas do Inimigo, a convicção no que cremos, com base na Palavra de Deus, e a prática da oração serão fundamentais para resistir as tramas dos adversários (Ne. 6.6-8).

BIBLIOGRAFIA
BROWN, R. The message of Nehemiah. Downer Grove: IVP, 1998.
LOPES, H. D. Neemias. São Paulo: Hagnos, 2006.

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