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Archive for Março 2012

Lição 01 - A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO

 
Texto Áureo: Ap. 1.3 – Leitura Bíblica: Ap. 1.1-8

Prof. José Roberto A. Barbosa



INTRODUÇÃO
Estamos iniciando mais um trimestre na Escola Bíblica Dominical. Desta feita, estudaremos, a partir das Lições Bíblicas – CPAD, As Sete Igrejas do Apocalipse. Trata-se de lições focadas na eclesiologia, ainda que tenha um fundo escatológico. A igreja evangélica se encontra em situação de crise, por esse motivo, o estudo eclesiológico é crucial, tendo por base a Palavra de Deus a fim de reencontramos o caminho perdido. Na lição de hoje estudaremos a respeito do livro da Revelação de Jesus Cristo, o Apocalipse, a fim de contextualizarmos as Sete Igrejas que serão estudadas nas próximas lições.

1. APOCALIPSE: AUTORIA, DATA E PROPÓSITO
Equivocadamente alguns cristãos se referem ao Apocalipse como de João, no entanto, se trata da “Revelação de Jesus Cristo, a qual (‘Deus lhe deu’). Cristo recebeu de Deus essa Revelação e a encaminhou através do Seu anjo (Ap. 22.16) a João, que se encontrava preso na ilha de Patmos (Ap. 1.9), situada a 80 quilômetros sudoeste de Éfeso, para que ele a transmitisse para a Igreja. O autor do livro se apresenta simplesmente como João (Ap. 1.1; 1.4; 21.2; 22.8). As igrejas da Ásia o conheciam a quem chama de irmão, com quem partilha as tribulações do reino e da perseverança (Ap. 1.9). A evidência externa aponta para a autoria de João, o autor do quarto evangelho. Já no ano 150 d.C., Justino Mártir aceitava a autoria joanina, o mesmo fez Irineu, por volta de 200 d. C. Alguns teólogos veem dificuldade para relacionar a autoria do Apocalipse com a do autor do quarto evangelho, isso porque a linguagem do Apocalipse, diferentemente da do Evangelho, é brusca e apresenta irregularidades gramaticais e sintáticas. Os estudiosos ortodoxos reconhecem, no entanto, que o Apocalipse teria sido escrito por um amanuense ou secretário, algo comum naqueles tempos (Rm. 16.22). Sendo assim, João, o discípulo amado que pertencia ao ciclo íntimo de Jesus (Jo. 21.10,24), teria ditado o evangelho a um discípulo, enquanto o Apocalipse está no seu grego comum de hebreu. A tradição eclesiástica atribui a possibilidade desse livro ter sido escrito entre os anos de 81 a 96 d. C, quando Domiciano era imperador de Roma. O gênero do livro é profético, já que o próprio termo “Apocalipse”, vem do grego apokalypsis, cujo significado é revelação, desvelamento e abertura. Essa revelação é dirigida às igrejas do primeiro século em sete cidades da província romana da Ásia (Ap. 1.4,11), que representam todas as igrejas, de todas as épocas (Ap. 2.7,23). Tais igrejas estavam sendo ameaçadas por falsos ensinamentos, tal como o dos nicolaítas (Ap. 2.5,15), pela perseguição (Ap. 2.10,13), pelo comprometimento com o paganismo, idolatria e imoralidade (Ap. 2.14,20,21) e pela complacência espiritual (Ap. 3.1-3,15-17).

2. APOCALIPSE: ESTRUTURA E TEMAS ABORDADOS
No livro do Apocalipse os cristãos são chamados à fidelidade em meio a uma guerra cósmica contra Satanás e o pecado, na medida em que aguardam a vinda de Jesus. A estrutura do livro é facilmente identificada, depois de um capítulo introdutório, encontramos quatro séries de sete: sete cartas (Ap. 2,3), sete selos (Ap. 5.1-8.1), sete trombetas (Ap. 8.2-11.19) e sete flagelos (Ap. 15.1-16.21). Essa quatro séries estão intercaladas com diversos interlúdios que interrompem o fluxo da narrativa e que não pertencem à sequência da série de setes. O livro é concluído com o julgamento final da Babilônia, a civilização apóstata, e a vitória final do Reino de Deus, por ocasião da descida da Jerusalém Celestial (Ap. 17-21). A estrutura do livro pode ainda ser demarcada por quatro visões, cada uma delas iniciada com o convite: “Vem e vê” (Ap. 1.9; 4.1; 17.1; 21.9). A primeira visão mostra Cristo, o Revelador Glorificado, em seguida, as sete cartas às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. A segunda visão trata a respeito do Trono Celestial, os sete selos, o interlúdio das duas multidões, o sétimo selo, as sete trombetas, as seis trombetas, o interlúdio do anjo e o pequeno livro, a medição do templo e as duas testemunhas, em seguida, a sétima trombeta, com outro interlúdio, revelando o Dragão, a Mulher e seu Descendente, as Duas Bestas, as visões de consolo e os sete flagelos. A terceira visão apresenta o mistério da Babilônia, seu julgamento, o triunfo e a consumação final com as bodas do cordeiro, a vinda gloriosa de Cristo, a batalha entre Cristo e o Anticristo, a prisão final de Satanás e da Morte, e a Nova Criação. A quarta visão se dá com a manifestação da Jerusalém Celestial. O livro termina com um Epílogo, no qual traz um conjunto de exortações e afirmações, relacionadas, que dão credibilidade à profecia, asseguram a certeza da vinda de Cristo e solicita aos leitores para que guardem as palavras proféticas.

3. APOCALIPSE: ESCOLAS DE INTERPRETAÇÃO
A interpretação do livro do Apocalipse difere, dependendo da escola, isto é, dos elementos exegéticos adotas por um determinado grupo de estudiosos. Ao longo da história, destacamos o surgimento de quatro movimentos interpretativos em relação ao Apocalipse: 1) Historicismo – compreende a ordem literária das visões, principalmente as que se encontram entre os capítulos 4 a 20.6 do livro como símbolos da ordem cronológica de eventos históricos sucessivos desde a igreja apostólica até o retorno de Cristo, com a nova terra e céu. Tais capítulos se refeririam, assim, aos períodos patrístico, medieval, da Reforma, e às eras da igreja moderna, anterior ao milênio (Ap. 20.1-6) e a segunda vinda de Cristo (Ap. 20.7-22.5); 2) Futurismo – trata da ordem das visões em referência à ordem particular dos eventos históricos, associando os capítulos 4 a 22 a eventos que acontecerão no futuro, distante dos leitores de João e das Igrejas da Ásia. Para os futuristas, os eventos que acontecerão incluem um período de sete anos de tribulação intensa (Ap. 6-19), seguida de milênio literal (Ap. 20.1-6) no qual a Igreja reinará na terra com Cristo antes da ressureição geral e da inauguração do novo céu e da nova terra (Ap. 20.7-22.5); 3) Preterista  – argumenta que a maioria das visões do Apocalipse já aconteceu em um passado distante, por ocasião dos primeiros anos da igreja cristã. Para eles, Ap. 1 a 3 se referem às igrejas do primeiro século; 4 a 11 à queda de Jerusalém (70 d.C); 12 a 19 à queda de Roma no Século IV; o milênio seria o restante do período patrístico, a igreja medieval, a Reforma e as eras da igreja moderna; e 4) Idealismo – concordam com os historicistas que as visões do Apocalipse simbolizam conflitos entre Cristo e a Sua igreja de um lado, e Satanás e o Mal do outro, da era apostólica até a segunda vinda de Cristo. No entanto, os idealistas afirmam que a ordem dos eventos não se refere a uma sequência temporal (cronológica), antes encontram expressão das lutas da igreja em curso na perseverança da fé no presente. A narrativa de Ap. 4 a 19 diz respeito, para os idealistas, a cada época da igreja, todas elas experimentam os embates contra as forças que se opõem a Cristo, e que, por outro lado, incitam a igreja à perseverança.

CONCLUSÃO
João, o apóstolo autor do quarto evangelho escreveu o Apocalipse enquanto se encontrava preso na ilha de Patmos (Ap. 1.1), antes do ano 96 d. C., que recebeu, de Jesus, a revelação das coisas “que brevemente devem acontecer”. Neste livro temos uma previsão de como tudo termina e como será o futuro da igreja, daqueles que permaneceram fiéis às palavras encorajadoras expressas por João ao longo do Apocalipse. Apesar de tudo, há esperança, pois o pecado persistirá, o reino das trevas será vencido, teremos comunhão com Cristo na eternidade, e reinaremos com Ele para sempre (Ap. 22.5), mas todos aqueles que têm essa esperança devem se purificar assim como Ele é puro (I Jo. 3.3).

BIBLIOGRAFIA
LADD, G. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.
SILVA, S. P. Apocalipse: versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
 
 

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Mais perto do 666? Europa se prepara para abolir o dinheiro


Em muitos países europeus, os cartões de débito e crédito e as transferências online já substituíram o dinheiro em espécie. Na Suécia, o debate é sobre quando será extinta a necessidade de se carregar dinheiro.
Um dos benefícios apontados é reduzir a delinquência, em especial os assaltos. “Se pudermos reduzir a quantidade de dinheiro que circula nos bancos e na sociedade, também reduziremos os roubos”, afirmou Marie Look, do sindicato dos bancários. “Quando abandonarmos totalmente o dinheiro, não haverá mais roubos, porque não fará sentido assaltar um banco que não tenha nada para ser levado”.
Desde 2010 há uma campanha pelo fim do dinheiro no país que conta, inclusive, com o apoio de famosos, como o ex-membro do grupo Abba, Bjorn Ulvaeus. Ele disse:  “Não há razão prática clara, até onde eu possa ver, para continuar usando notas e moedas. O que existe são óbvias vantagens de se desfazer delas. A Suécia poderia ser o primeiro país do mundo a adotar essa medida”.
A Suécia, curiosamente, foi o primeiro país europeu a introduzir as notas guardadas em bancos, em 1661. Agora pode liderar a Europa para se livrar-se delas. Sendo um país que convive com a alta tecnologia, em breve o dinheiro digital deve ser uma realidade.
Na maioria das cidades suecas, os ônibus já não aceitam dinheiro. Os passes são pré-pagos ou adquiridos com uma mensagem de texto de telefone celular. Um número crescente de empresas só aceitam cartões, e algumas agências bancárias só fazem transações eletrônicas.
O declínio no uso do dinheiro é perceptível até mesmo nos templos religiosos, como na Igreja de Karlshamn, sul da Suécia. O pastor Johan Tyrberg recentemente instalou um leitor de cartões para tornar mais fácil a vida dos fiéis que desejam fazer oferendas.
“As pessoas vinham até mim muitas vezes e diziam que não tinham dinheiro, mas ainda assim  gostariam de doar”, diz Tyrberg.
Cédulas e moedas representam apenas 3% da economia da Suécia, em comparação com uma média de 9% nos países da zona do Euro e de 7% nos EUA, de acordo com o Banco de Compensações Internacionais, organização que reúne os bancos centrais do mundo.
A prevalência de transações eletrônicas – e o rastro digital que geram – pode ser um problema para muitos por violar a “privacidade” das transações em dinheiro vivo.
Oscar Swartz, fundador do maior provedor de Internet da Suécia, Banhof, diz que uma economia totalmente digital sempre deixará um “rastro” dessas transações. Ele apoia a ideia de acabar com o dinheiro, mas ressalta: “A pessoa deve ser capaz de gastar seu dinheiro sem ser rastreado o tempo todo”, diz ele.
Um passo importante foi dado pela empresa sueca iZettel, que  desenvolveu um sistema onde qualquer telefone celular do tipo smartphone funcione como uma “carteira virtual”. Os maiores bancos da Suécia devem lançar ainda este ano seu próprio sistema, que permite aos clientes transferir dinheiro em tempo real usando seus telefones.
A maioria dos especialistas acredita que o dinheiro da forma como conhecemos dentro em  breve poderá ser um artigo raro na Europa, um produto em verdadeiro “perigo de extinção”.
Os especialistas em profecias há muito indicam que o cumprimento de Apocalipse 13:16 viria pela substituição do dinheiro por um sistema eletrônico, entendido assim: “A todos, os pequenos e os grandes e os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte (testa), para que ninguém possa comprar ou vender, se não aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”.
Com informações CBS News


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Lição 13 - SOMENTE EM JESUS TEMOS A VERDADEIRA PROSPERIDADE

 
 
Texto Áureo: Jo. 10.10 – Leitura Bíblica: Jo. 15.1-11

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
A Teologia da Ganância deturpa a Palavra de Deus, há uma negação do evangelho de Jesus Cristo. Os pregoeiros da falsa prosperidade se apegam mais a Abrãao do que a Cristo, tendo em vista que a mensagem do Mestre vai de encontro aos princípios deles. Na lição de hoje pretendemos resgatar o cristocentrismo evangélico, destacando Sua suficiência para as nossas vidas, cuja abundância nos traz vida eterna.

1. EM JESUS HÁ PROSPERIDADE
Jesus não dá prosperidade aos crentes, Ele, e somente Ele, já é a verdadeira prosperidade. Aos invés de pregarem a Cristo, os adeptos da prosperidade ufanam-se nos desafios que Deus fez a Abraão e da prosperidade material que este alcançou. Mas esquecem de que o Senhor, ao aparecer para o patriarca, revelou-se como seu galardão e recompensa, isto é, como sua verdadeira prosperidade (Gn. 15.1). A palavra galardão ou recompensa, em hebraico, é sakar, e diz respeito “a manutenção, salário e benefício”. Paradoxalmente, os pregadores televisivos estão centrando-se apenas na benção, se esquecem do Abençoador. Abraão desfrutou de riquezas materiais, mas sabia que Seu maior benefício era o Senhor Seu Deus. Ele não se furtou a sacrificar o seu próprio filho, a fim de demonstrar sua fidelidade ao Senhor (Gn. 22.1,2). Os judeus tinham muita consideração por Abraão, a prova disso é que rejeitaram a Cristo, sobrepondo o nome do patriarca acima do Filho de Deus. Mas Jesus revelou-lhes que Ele era maior que Abraão (Jo. 8.48-49). A superioridade de Cristo é apresentada ao longo de todo evangelho, mas é na Epístola aos Hebreus que essa doutrina é explicitada em profundidade. A maior necessidade do ser humano não é a de um carro novo ou uma mansão para morar. A salvação é sua grande carência, tendo em vista que o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23) e que todos pecaram (Rm. 3.23). Diante desse quadro, como escaparemos nós se não atentamos para tão grande salvação providenciada por Deus em Cristo (Hb. 2.1-4). Os adeptos da falsa prosperidade sequer falam a respeito da salvação, a doutrina do novo nascimento está longe dos seus púlpitos. Cristo não apenas é maior que Abraão, Ele é maior do que os anjos (Hb. 1.4), a expressão do Pai, a revelação plena de Deus, se encontra nEle (Hb. 1.1,2). Por isso, escrevendo aos Efésios, Paulo destaca o valor das bênçãos espirituais em Cristo nas regiões celestes (Ef. 1.3). Essa é a maior prosperidade do crente, a convicção de ter sido aceito pelo Senhor, pelas abundantes riquezas da Sua graça (Ef. 2.7)

2. EM JESUS HÁ ABUNDÂNCIA
Cristo nos dá mais do que precisamos, o problema é que as pessoas querem ter mais do que necessitam. A abundância de Cristo é o suprimento que dEle recebemos para viver, produto do trabalho. Nada de vivermos ansiosos pelo que haveremos de comer ou nos vestir, pois o Pai Celestial, como bem lembrou o Senhor Jesus, sabe muito bem que precisamos de tais coisas (Mt. 6.7-15). A Teologia da Ganância deturpou inclusive a passagem bíblica alusiva a esse tema, há os que defendem, citando Mt. 6.33, que ao investirmos no Reino de Deus, receberemos riqueza material. Mas o contexto da passagem destaca “essas coisas”, não “todas as coisas”. Quando encontramos a Cristo, nada mais nos faltará, Ele já nós é suficiente. A Sua graça nos basta, ainda que estejamos fracos, pois o Seu poder se aperfeiçoa em nossas fragilidades (II Co. 12.7-9). A Teologia predominante no Novo Testamento não é a da prosperidade material, muito menos a da miséria total, mas a do contentamento (I Tm. 6.8; Hb. 13.5), que é o antídoto contra a ansiedade pós-moderna (Mt. 6.25; I Pe. 5.7). A busca desenfreada pelo ter é tão intensa que as pessoas não conseguem mais sequer agradecerem a Deus pelo que têm. Não devemos esquecer que a ação de graças é uma demonstração da nossa dependência de Deus, que reconhecemos Sua generosa providência (Fp. 4.6; Cl. 2.7). O crente contente subverte o poderio das trevas, que se alimenta da ganância (II Pe. 2.3), que faz com que as pessoas queiram sempre mais. Estar satisfeito com Cristo é o caminho da plena satisfação, os que estão debaixo dessa verdade são capazes de abundarem em riquezas de generosidade (II Co. 8.1,2). A convicção do crente está no intangível, sua maior esperança, “a certeza de coisas que se esperam” (Hb. 11.1), olhando firmemente para Jesus, o qual, em troca da alegria que estava proposta, suportou a cruz (Hb. 12.2) a fim de nos dar, na eternidade, a imarcescível coroa da glória (I Pe. 5.4).

3. EM JESUS HÁ VIDA
Em Jesus está a verdadeira prosperidade porque Ele é a Vida, todo o dinheiro do mundo é incapaz de adquirir a condição espiritual que recebemos através de Cristo. Paulo diz que não fomos comprados com prato ou ouro, mas por bom preço, o sacrifício de Jesus (I Co. 7.22,23). Quando tomamos nossa decisão ao lado de Cristo passamos a desfrutas de uma nova posição espiritual. Isso porque Ele nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais (Ef. 2.6). No grego do Novo Testamento, o termo zoe - vida espiritual - tem a ver com essa nova condição. Especialmente nos escritos joaninos, aquele que ouve as Palavra de Cristo, já tem a vida eterna (Jo. 5.24; 11.25,26; I Jo. 3.14). A propósito de João, ao escrever o evangelho que traz o seu nome, é produzir vida em seus leitores (Jo. 20.31). Jesus Cristo é a própria Vida Eterna, porque Ele é o Pão da Vida (Jo. 6.35,48), o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo. 14.6), o Autor da Vida (At. 3.15), a Vida dos crentes (Cl. 3.4), e o poder da vida indestrutível (Hb. 7.16). João testemunha que somente Ele tem palavras de vida eterna (Jo. 6.68). Muitas pessoas, no entanto, preferem apenas a vida – bio em grego – isto é, a condição material das possessões e subsistência (I. Jo. 3.17). Tais pessoas se apegam somente às posses, ao que se ver e se pega (I Jo. 2.16). De nada adiante ganhar o mundo inteiro e perder a alma, a vida, que é mais importante (Mc. 8.36). Muitas pessoas estão estraviando as suas vidas, pois colocaram as riquezas materiais acima de tudo, inclusive de Deus, trazendo sobre si perdição e ruína (I Tm. 6.9). A vida de Cristo em nós é a esperança da glória, porque morremos com Ele e a nossa vida está oculta nEle (Cl. 3.3). Ele destruiu a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho (II Tm. 1.10).

CONCLUSÃO
Qual o maior valor na vida de alguém? Seriam os bens que possui, a família? Isso é bastante relativo, tendo em vista que cada pessoa, a partir das suas visões, elege suas prioridades. Para o cristão, sua maior riqueza é Cristo, pois nEle habita toda a plenitude (Ef. 4.14). As pessoas não conseguem encontrar satisfação na vida presente, a razão é muito simples, porque dentro delas há um vazio que somente pode ser preenchido por Aquele que permanece para sempre, que nos dará patrimônio superior e durável. Portanto, não abandonemos a nossa confiança; ela tem grande galardão (Hb. 10.32-35).

BIBLIOGRAFIA
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade. São Paulo: Vida, 2008.
PIPER, J. Plena satisfação em Deus. São José dos Campos: Fiel, 1998.

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Lições Bíblicas do 2º trimestre de 2012 (CPAD)

 
 
A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) divulgou a temática das Lições Bíblicas Jovens e Adultos do 2º trimestre do ano: “As Sete Cartas do Apocalipse: A Mensagem Final de Cristo à Igreja”.
O comentário é do pastor Claudionor de Andrade e tem como Consultor Teológico o renomado pastor Antonio Gilberto..

Esboço das Lições Semanais:

Lição 1 – Apocalipse, a Revelação de Jesus Cristo;
Lição 2 – A Visão de Cristo Glorificado;
Lição 3 – Éfeso, a Igreja do Amor Esquecido;
Lição 4 – Esmirna, a Igreja Confessante e Mártir;
Lição 5 – Pérgamo, a Igreja Casada com o Mundo;
Lição 6 – Tiatira, a Igreja Tolerante;
Lição 7 – “Sardes, a Igreja Morta”;
Lição 8 – Filadélfia, a Igreja do Amor Perfeito;
Lição 9 – Laodiceia, uma Igreja Morna;
Lição 10 – O Governo do Anticristo;
Lição 11 – O Evangelho do Reino no Império do Mal;
Lição 12 – O Juízo Final;
Lição 13 – A Formosa Jerusalém.

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Cientista da NASA é demitido por acreditar no criacionismo


Nesta segunda-feira, o ex-cientista da NASA, David Coppedge, será ouvido pela justiça de Los Angeles para dar continuidade ao processo que ele moveu contra a agência alegando que foi demitido por ter proclamado sua crença no “Design inteligente”, ramo do Criacionismo.
Coppedge era um dos líderes do grupo Cassini Mission que estava explorando Saturno e suas Luas até que durante uma conversa, assumiu que acredita que a o universo e a raça humana são complexos de mais para terem surgidos pelo processo evolucionista.
A teoria “Design inteligente” acredita que a complexidade da Terra e dos humanos só pode ter sido criada por uma inteligência superior, logo, um Deus. Assunto que intriga a maioria dos cientistas que se baseiam nos estudos de Darwin para montar suas teses sobre a evolução humana.
“Há uma guerra contra qualquer pessoa que contradiz Darwin,” diz John West, diretor do Centro de Ciências e Cultura do Discovery Institute que tem apoiado o ex-cientista da NASA nessa batalha judicial. David trabalhou na Agência de Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço por 15 anos.
O advogado de David diz que ele foi marcado pelos chefes depois que eles entenderam que sua fé no “Design Inteligente” era de origem religiosa. Já a NASA diz que o cientista assediava seus colegas de trabalho tentando mudar suas opiniões a respeito da evolução e que a Agência passou a receber diversas queixas em relação a isso.

Com informações The Christian Post


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Lição 12 - O PROPÓSITO DA VERDADEIRA PROSPERIDADE

 
Texto Áureo: II Co. 9.6 – Leitura Bíblica: Rm. 10.8-14

Pb. José Roberto A. Barbosa



INTRODUÇÃO
A prosperidade material tem seus propósitos, as pessoas querem possuir muito dinheiro por razões diversas. Na aula de hoje, faremos a distinção entre a verdadeira e a falsa prosperidade. É fundamental sabermos distinguir, nesses dias voltados ao consumismo, o que significa ser realmente próspero e suas implicações. Ao final da aula, destacaremos que a verdadeira prosperidade não conduz à ostentação, mas ao serviço a Deus e ao próximo.

1. A FALSA PROSPERIDADE
Nos dias atuais, marcados pelo materialismo e consumismo, as pessoas querem ter cada vez mais. Conseguentemente, testemunhamos a crise do ser, as pessoas valorizam cada vez menos o que as pessoas realmente são. A partir de tal cosmovisão, costuma-se avaliar as pessoas não pelo que elas são, mas pelo que conseguem acumular.  As pessoas são julgadas pelo local onde conseguem morar, pelos restaurantes que pode frequentar, pelos amigos que é capaz de ter e pela marca de veículo que dirigem. Esses objetos têm valor na sociedade e as pessoas, nessa conjuntura, são vistas através dos aparatos que utilizam. Essa é uma percepção equivocada de prosperidade, tendo em vista que, na maioria dos casos, as pessoas que muito têm são as mais tristes. As pessoas mais ricas costumam ser as mais fúteis, gastam boa parte do seu dinheiro em supérfluos. Elas, em sua grande parte, não demonstram interesse pelas verdades espirituais, já que o dinheiro costuma ocupar lugar central em suas existências. Na maioria dos casos, os ricos somente conseguem ver cifras, são incapazes de vislumbrar o valor da arte. Eles não conseguem sequer entender um filme com um enredo complexo ou um livro que exija maior reflexão. A riqueza costuma transformar as pessoas em escravas de uma lógica que lhes nega a criatividade. Como resultado, se alimentam de modismos, passam a viver em função da ostentação, e mais que isso, acabam se tornando insensíveis em relação às realidades sociais. Justificam que os pobres são assim porque merecem, ou porque nada fazem para mudar o quadro em que se encontram. Como resultando, não se interessam pela causa dos mais necessitados, vivem em um mundo a parte, distante das carências dos outros. É raro encontrar um rico que invista em filantropia, a menos que receba algum incentivo fiscal. O receio de ficar pobre, para eles, é uma neurose, por isso, a obsessão pela riqueza os consome. Ter cada vez mais, nesse contexto, se torna uma paranoia, o acúmulo se torna um fim em si mesmo.

2. A VERDADEIRA PROSPERIDADE
A verdadeira prosperidade não está centrada no ter, mas no ser, uma pessoa próspera não tem o dinheiro como valor maior em sua existência. Evidentemente este é necessário a fim de suprir algumas necessidades fundamentais, não podemos nos eximir da realidade do consumo. Principalmente em uma sociedade que vende tudo, especialmente quando o Estado não consegue garantir direitos básicos como educação, saúde e segurança de qualidade.  Aqueles que podem pagar estudam nas melhores escolas, tem os planos de saúde com maiores coberturas, moram em lugares privilegiados. Por outro lado, os mais pobres dependem de um serviço público precário, resultante inclusive de uma política que tem como objetivo o sucateamento a fim de que algumas pessoas se beneficiem dessa precarieadade. A verdadeira prosperidade, no entanto, não é ter muito, mas ser, e principalmente, ser para Deus, pois somente nEle encontramos a realização plena. O encontro com Deus concretiza no ser humano a verdadeira riqueza, somente Ele nos é suficiente, ainda que tudo nos falte (Sl. 23) Na medida em que a riqueza toma conta das igrejas evangélicas, os crentes se tornam menos cristãos e mais adeptos do materialismo e consumismo, por conseguinte, menos espirituais. Os hinos evangélicos atuais já não falam mais dos tempos em que os crentes eram pobres, que eram humilhados por aqueles que tinham riqueza material. Isso porque os bens materiais se tornaram o propósito de muitos crentes. Hoje queremos mostrar ao mundo, e principalmente aos políticos, que somos influentes, que temos os templos mais suntuosos, que agora estamos repletos de prata e ouro. O estilo de vida dos evangélicos em nada se diferencia dos não evangélicos. Eles valorizam as mesmas coisas, querem usufruir das mesmas coisas que os ricos possuem, e justificam dizendo que são filhos do Rei, e que devem determinar e “tomar posse da benção".   Os ricos que amontoam apenas para si mesmos, estão preparando o combustível para a destruição deles mesmos (Tg. 5.3).

3. O PROPÓSITO DA PROSPERIDADE
A Teologia da Ganância se instaurou no Brasil com facilidade porque, diferentemente de alguns países, os crentes não se envergonham de possuírem bastante enquanto outros padecem necessidade. Neste país as pessoas aplaudem os jogadores de futebol que fazem fortuna e ostentam seu dinheiro adquirindo carros luxuosos e iates para se ladearem de mulheres “atraentes”. Enquanto isso, os professores trabalham em condições precárias, recebendo míseros salários. A cultura da ostentação tem a ver com uma falsa percepção do que seja prosperidade e o seu propósito. Ter prosperidade financeira não deve ser motivo de ostentação, mesmo os que muito têm precisam aprender a viver com simplicidade. O ter não pode substituir o ser, além disso, o dinheiro precisa ser investido apropriadamente. Paulo orienta aos crentes da Galácia para que esses se lembrem dos pobres (Gl. 2.10), bem como os de Corinto (II Co. 9.1-3). Evidentemente os crentes vivem em sociedade e precisam arcar com as despesas normais do cotidiano, é preciso ter cuidado para honrar compromissos, e antes de tudo, evitar endividamento desnecessário. Para tanto, recomendamos cautela para avaliar se o dinheiro não está sendo investido indevidamente (Is. 55.1,2). A compra de moradias luxuosas, carros vultosos não é compatível com o estilo de vida de um cristão. Até mesmo o modo de vestir deva ser levado em consideração, ternos e vestidos de alto custo, apenas por causa da marca, e a fim de agradar a alguns, pode se tornar pecado. Pessoas que investem demasiadamente no exterior, na maioria das vezes, ocultam uma ausência de conteúdo, e muita superficialidade, é uma forma de compensação.  O cristão não pode viver de aparências, deve valorizar o ser, e menos o ter. Além disso, sempre vale a pena repetir que ter dinheiro é uma grande responsabilidade. Depois de supridas as necessidades básicas, o investimento deva ser na necessidade das pessoas, incluindo os de casa (II Co. 8.6,7), sem esquecer que o homem bondoso faz o bem a si mesmo (Pv. 11.17).

CONCLUSÃO
A verdadeira prosperidade não leva a pessoa à ostentação, antes a responsabilizar-se pelo Reino de Deus (Mt. 6.33). Algumas igrejas supostamente evangélicas, contaminadas pela ganância, estão incitando seus membros ao consumismo e à ostentação. Os fariseus dos tempos de Jesus davam esmola com uma mão e tocavam trombeta com outra (Mt. 6.2-4), Ananias e Safira quiseram usar o dinheiro que tinham para a ostentação (At. 5.1-11). A Palavra de Deus, porém, nos instrui a fazer boas obras, não para a salvação, mas porque já somos salvos (Ef. 2.8-10), em observância à Palavra do Senhor: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At. 20.35).

BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. Dinheiro: a prosperidade que vem de Deus. São Paulo: Hagnos, 2009.
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade. São Paulo: Vida, 2008.
 
 

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Cristãos evangelizarão no maior encontro de ateus do mundo


Ateus, agnósticos e livres pensadores norte-americanos e de outros países irão se reunir em Washington, dia 24 de março para comemorar o “Rali da Razão”. Entre os oradores do evento estão Richard Dawkins, Dr. PZ Myers, Adam Savage, James Randi, Dr. Elizabeth Cornwell, e Gretta Christina.

Embora muitos desses palestrantes possua status de celebridade entre os céticos, o evento é gratuito. Mesmo que a proposta do encontro não seja política, tem o potencial de unir ainda mais as pessoas que se opõe a religião organizada.


O “Rali da Razão” é patrocinado por uma impressionante variedade de organizações seculares, incluindo Ateus Americanos, Associação Humanista Americana, Aliança Ateísta da América, Nexus Ateísta, Camp Quest, Sociedade Judaica Humanística entre outras.


O encontro pretende inspirar o movimento secular em busca de igualdade legislativa. O desejo é que se as pessoas se chamam de ateus, agnósticos, humanistas seculares, livres pensadores ou qualquer outro termo usados ??para descrever seu estilo de vida sem deus, possam assumir isso publicamente.


Seus organizadores dizem que este é o maior encontro do movimento secular da história e poderá ser um marco no movimento ateísta mundial.


Porém, organizações cristãs como Ratio Christi, ThinkingChristian.net, Razões para Deus, Aliança de Blogueiros Apologetas e Aliança Cristã de Apologética, estão organizando uma “resposta”. Seu desejo é participar do Rali da Razão e poder testemunhar sua fé em Cristo com os presentes.


A equipe cristã está oferecendo treinamento via internet para preparar voluntários a entrar na “cova do leão”. Os cristãos irão distribuir panfletos e um “livreto” de 32 páginas escrito especialmente para este propósito e oferecer água engarrafada e sorrisos.


Segundo o site Cross Examined “Não é um protesto. Iremos compartilhar sobre Cristo com as pessoas interessadas. Nós só vamos conversar com aqueles que desejam conversar conosco. Vamos oferecer água e materiais para todos, mas não vamos pressionar aqueles que não querem conversar”.



Fonte: Diário Gospel

 

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A MAIOR BIBLIOTECA DIGITAL DA BÍBLIA

As Sociedades Bíblias Unidas (SBU), organização na qual está integrada a Sociedade Bíblica de Portugal, acaba de adicionar um novo e potente motor de pesquisa da Bíblia à colecção de textos digitais da Bíblia que mais tem crescido em todo o mundo, a Digital Bible Library. Este recurso permitirá oportunidades de distribuição da Bíblia no formato digital sem precedentes para as SBU mas também para a entidade parceira neste empreendimento Every Tribe Every Nation (ETEN).

O portal BibleSearch (www.biblia.pt) foi concebido e desenvolvido pela Sociedade Bíblica Americana a partir do seu próprio motor de pesquisa e permite agora que os utilizadores pesquisem várias traduções da Bíblia em simultâneo. Podem também adicionar as suas próprias notas e etiquetas e instantaneamente partilhar o texto que estão a ler via Twitter, Facebook, ou email. Mais de 50 traduções estão já disponíveis no BibleSearch, incluindo inglês, espanhol, chinês, albanês, galês e naturalmente português.

Javier García, o responsável por Comunicações da Sociedade Bíblica Chilena afirmou que uma funcionalidade facilmente adaptável de pesquisa bíblica é muito útil para o seu trabalho. “Gosto do Bible Search” disse ele “porque a versão para telemóveis é fácil de usar e permite-me escrever notas pessoais e partilhar versículos nas redes sociais. Sou bilingue e por isso é muito útil ter versões contemporâneas da Bíblia tanto em inglês como em espanhol”.

E para a Sociedade Bíblica de Portugal que em 2009 lançou o seu novo texto bíblico interconfessional em português corrente a BÍBLIA para todos, tem também o seu texto disponível através do BibleSearch, o qual “foi essencial para o desenvolvimento do nosso sítio www.abibliaparatodos.pt” afirmou Lídia Fletcher, Coordenadora de Publicações. “Tem-nos dado acesso a um grande número de funcionalidades, como a pesquisa por palavras no texto bíblico e também permitindo criar notas pessoais. Tem sido uma grande ajuda para nós e sabemos de muitos pastores e pregadores que estão também a usá-lo para preparar os seus sermões e para os boletins das igrejas.”

O interface do BibleSearch está disponível em ingles, francês, espanhol e português. A parceria SBU e ETEN que continua a desenvolver este recurso representa organizações a nível mundial que detêm mais de 90% das traduções da Bíblia o que significa que potencialmente este recurso estará disponível para a grande maioria dos habitantes do planeta.

Fonte: United Bible Societies

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Lição 11 - COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA PROSPERIDADE

 
Texto Áureo: I Cr. 29.12 – Leitura Bíblica: I Cr. 29.10-18

Pb. José Roberto A. Barbosa


INTRODUÇÃO
O mercado livreiro está repleto de dicas a respeito de como alcançar sucesso financeiro. Os autores desses best-sellers estão cada vez mais ricos, mas os seus leitores continuam pobres, mesmo depois que leem seus livros. As igrejas estão na rota desse pensamento contemporâneo, alguns líderes eclesiásticos estão se tornando consultores para o enriquecimento em dez dias. Na lição de hoje, na contramão dessa perspectiva, mostraremos que a verdadeira prosperidade nada tem a ver com o que apregoam os adeptos da Teologia da Ganância, em seguida, destacaremos os fundamentos bíblicos para se alcançar a verdadeira prosperidade.

1. A BUSCA DO HOMEM PELA PROSPERIDADE FINANCEIRA
O homem moderno é produto da sociedade capitalista e tecnológica que o conduz ao consumismo. Nesse contexto, o ter acabou se tornando mais importante do que o ser, de modo que as pessoas são avaliadas não pelo que são, mas pelo que têm, e, às vezes, não pelo que possuem, mas pelo que aparentam que possuem. A propaganda é o meio que divulga os ideais consumistas, as pessoas são incitadas, a todo instante, a adquirem mercadorias que não precisam para satisfazerem não a si próprias, mas às exigências dos outros. Como resultando dessa lógica, muitos estão entrando pelo caminho do endividamento, indo além das suas capacidades de pagamento. O meio ambiente também está padecendo, tendo em vista que o mercado está disponibilizando cada vez mais produtos descartáveis, os quais, quando não são reciclados, demandam maior necessidade de matéria-prima, e, por sua vez, comprometem a saúde do planeta. A lógica consumista está moldando as atitudes do homem moderno de tal modo que o ser humano finda sendo reduzido à quantidade de quinquilharias que consegue acumular. A ética capitalista, conforme demonstrou Max Weber, tem fundo religioso, e mais especificamente, protestante. Ao invés de investirem no Reino de Deus, e mais especificamente, nos outros, os fiéis transformam o acúmulo em um fim em si mesmo, em alguns casos, como vemos nos dias atuais, sacramentalizam a riqueza e transformam a ostentação em benção divina. A Teologia da Ganância impera de tal modo em algumas igrejas que seus fiéis não buscam mais estar em conformidade com a vontade de Deus, mas a acumularem um patrimônio a respeito do qual possam se gloriar.

2. A PROSPERIDADE FINANCEIRA NA VISÃO NEOTESTAMENTÁRIA
Uma leitura cuidadosa dos evangelhos e das epístolas do Novo Testamento nos mostrará que essa lógica nada tem de bíblica. A economia de Deus está distante daquilo que nos é apresentado pelos teólogos da ganância nos canais de televisão. O apóstolo Paulo afirma que quem deseja obter riqueza cai em “muitos desejos descontrolados e nocivos” (I Tm. 6.9,10). Conforme destacou o Senhor Jesus, ser rico pode se tornar um empecilho para segui-LO, tendo em vista que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no Reino de Deus, o que espantou Seus discípulos, os quais, ao que tudo indica, pensavam de acordo com a teologia da benção material (Mt. 19.24,25). Os pobres, ao contrário do que acreditavam Seus discípulos, e os adeptos da famigerada Teologia da Ganância, são objeto do interesse divino (Mt. 5.1-12). Enquanto muitos, nestes tempos, buscam confiança nas riquezas, e tantos outros, fazem tudo para tê-las, utilizando até de meios escusos, Jesus chama a atenção para o “engano das riquezas” (Mt. 13.22). Aqueles que somente querem a prosperidade financeira deveriam ler mais os evangelhos, pois Jesus é categórico ao reprovar o acúmulo de tesouros na terra (Mt. 6.19-21). O interesse do Senhor é que acumulemos tesouros no céu (Mt. 6.10), e que coloquemos em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt. 6.33). Os adeptos da teologia da ganância buscam aproximação com os ricos, justamente o contrário de Jesus que se aproximava dos pobres (Lc. 1.51-53; 14.12-14). Até mesmo a corrupção tem sido naturalizada em determinados arraiais, contrariando o ensinamento de Jesus, especialmente no que tange à coisa pública (Lc. 3.11-14). Zaqueu é um exemplo de alguém que lidava indevidamente com os bens públicos, mas que ao ouvir o evangelho de Jesus, decidiu mudar seu modo de vida (Lc. 19.8,9). A riqueza é perigosa porque o seu poder está relacionado a uma divindade, Mamom, que é rival de Deus (Mt. 16.33), aqueles que adoram a esse deus são chamados por Jesus de insensatos (Lc. 12.16-21). As palavras de Paulo, ao jovem pastor Timóteo, servem de alerta a todos os cristãos, em especial à liderança: “os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (I Tm. 6.9), por isso, o líder da igreja não deve ser “apegado ao dinheiro” (I Tm. 3.3) e os diáconos não podem ser amigos de “lucros desonestos” (I Tm. 3.8).

3. O CAMINHO PARA A VERDADEIRA PROSPERIDADE
O caminho para a verdadeira prosperidade se encontra, entre muitas passagens bíblicas, na igreja de Jerusalém. Aquela sim era uma igreja próspera, pois mesmo não sendo normativo, os crentes demonstravam sensibilidade para as necessidades dos mais carentes. Lucas registra que “os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade” (At. 2.44,45). Ao invés de viverem apregoando a prosperidade financeira, buscavam a comunhão uns com os outros, se “dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações” (At. 2.42), a lógica do acúmulo não era central naquela comunidade, pois exercitavam a generosidade espontânea (At. 4.36,37). A comunhão era o valor fundamental, pois “ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinha” (At. 4.31,32). Esse modelo, conforme destacamos anteriormente, não deve ser imposto sobre quem quer seja, os membros da igreja, conforme depreendemos de At. 5.1-5, tinha liberdade, isto é, opção de ficarem com seus recursos, ninguém era obrigado a entregar tudo o que tinha. O princípio, no entanto, permanece, a generosidade deva ser cultivada na igreja e a preocupação com as necessidades do irmão. Ser verdadeiramente próspero, nesse sentido, não significa acumular mais, antes ter mais para contribuir para o Reino de Deus. A condição financeira das pessoas nas igrejas é um assunto por demais complexo, e que não pode ser simplificado, sob o risco de cairmos no simplismo. As condições sociais e as oportunidades que as pessoas tiveram ao longo da sua existência não podem ser desconsideradas. É preciso estar ciente de que vivemos em um mundo injusto, distanciado da graça de Deus, as pessoas não têm igualdade de oportunidades. Os ricos conseguem ficar cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. A educação tem sido um instrumento para a ascensão social, mas não podemos deixar de atentar para o fato de quem nem todos têm oportunidade à educação de qualidade e ao emprego.

CONCLUSÃO
Diante dessa realidade, precisamos reconhecer que a economia de Deus vai em direção oposta àquela apregoada pelo mundo. Na economia de Deus não vale mais o que mais acumula, mas o que mais se desprende. Na economia de Deus o investimento maior não é no material, mas no celestial, onde o ladrão não rouba nem a traça corrói. Aqueles que, com seu trabalho honesto ou com muito estudo, conseguiram uma condição mais abastarda, lembrem-se daqueles que nada têm, e da recomendação bíblica: “a quem muito foi dado, muito será cobrado” (Lc. 12.48).

BIBLIOGRAFIA
FOSTER, R. A liberdade da simplicidade. São Paulo: Vida, 2008.
WILSON-HARTGROVE, J. God’s economy. Grand Rapids: Zondervan, 2009.

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