Migramos o blog


Olá amigos agradeço a todos que nos acompanhou até aqui por isso para melhor administramos e atender aos leitores visando segurança e qualidade migramos o nosso blog para:

http://ebdconnect.wordpress.com/

todas as nossas postagens até aqui estão todas lá, a partir deste momento todas as novidades estarão postadas por lá aguardamos a sua visita e será um prazer ter vocês conosco lá.

Archive for Junho 2010

Lição 01 - O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO ANTIGO TESTAMENTO


Texto Áureo: Os. 12.10 - Leitura Bíblica em Classe: Nm. 11.24-26



 
Objetivo: Explicitar o caráter do ministério profético no Antigo Testamento.

INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos, na Escola Bíblica Dominical, o ministério profético na Bíblia. As lições a serem estudadas visam orientar a respeito da natureza profética da fé judaico-cristã. Diferentemente de profissões de fé, que se baseia na experiência (misticismo) ou na razão (deísmo), o judaísmo e o cristianismo se fundamentam na palavra profética (revelação). Durante as aulas, atentaremos para o caráter profético da fé judaico-cristã, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Na aula de hoje, analisaremos panoramicamente o ministério profético no Antigo Testamento.

1. PROFETAS E PROFECIAS, DEFINIÇÕES
Profetizar, em hebraico, é nabá que pressupõe sempre uma atuação do Espírito de Deus. Essa palavra significa “anunciar” ou “declarar”. A atividade profética através do Espírito de Deus se manifestou, inicialmente, aos anciãos e reis de Israel (Nm. 11.5; I Sm. 10.5; 19.20), ainda que Abraão seja o primeiro na Bíblia a receber a denominação de profeta (Gn. 20.7). Deus é quem prepara os profetas e os comissiona para essa tarefa (Ex. 3.1-4; Is. 6; Jr. 1.4-19; Ez. 1-3; Os. 1.2; Am. 7.14,15). Nos dias de Samuel existia uma escola de profetas que deram ao ofício profético autoridade e perpetuidade (I Sm. 19.18-19; II Rs. 2.3-5; 4.38; 6.1). Os estudiosos fazem a diferença entre os profetas canônicos e não canônicos. Entre esses últimos estaria Micaias, em I Rs. 22.8, que profetizou contra o rei Acabe em Israel. Entre os canônicos, destacamos Jeremias e Ezequiel que denunciaram o pecado do povo de Judá (Jr. 19.14; 20.21; 26.9; Ez. 34.2) e das nações (Ez. 4.7; 6.2; 13.2; 21.2; 29.2; 36.6; 38.2; 39.1). Positivamente, os profetas visualizaram a reconstrução de Israel, em Ezequiel, a partir de um vale de ossos secos (Ez. 37.4) e Joel, antevendo a atuação do Espírito em uma era vindoura (Jl. 2.28). Profeta, em hebraico, é nabi, palavra formada a partir de nabá, utilizada para se referir ao ministério profético. O profeta do Senhor está comissionado a falar, a ser um porta-voz de Deus. O termo nabi também é utilizado no Antigo Testamento para os falsos profetas, os quais estão sujeitos ao julgamento divino, tais como os profetas de Baal (I Rs. 18.19; II Rs. 10.19).

2. O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO
O profeta do Antigo Testamento atua pelo Espírito Santo a fim de denunciar práticas que se opõem à vontade de Deus (Am. 8.4-6). O profeta manifesta a insatisfação do Senhor devido o ser humano ter se distanciado dEle e buscado alternativas inócuas (Jr. 2.12-13). O profeta tende à impopularidade, pois suas palavras costumam ser perturbadoras (Is. 49.2; Hc. 2.6,9 11-12; Is. 10.13; Jr. 8.9). A mensagem profética destoa dos valores comumente reconhecidos pela sociedade (Jr. 11.18; Is. 40.15,17; Jr. 4.23-26). O profeta vetero-testamentário é um iconoclasta, isto é, um destruidor de ídolos, sejam eles externos – os deuses pagãos – ou internos – produto da religiosidade judaica (Jr. 6.20; 7.21-23). Isso porque o profeta percebe, pela Palavra do Senhor, que a religiosidade, per se, manifestada na adoração do templo, era incapaz de manifestar uma fé genuína, na verdade, serviria apenas para ocultar a ausência de uma espiritualidade sadia (Jr. 7.4-15). Mas o profeta, em consonância com o Senhor, não é insensível à dor do povo, nem mesmo aos seus pecados (Ez. 18.23), sua meta principal é conduzi-lo ao restabelecimento espiritual (Is. 35.3). Para tanto, o profeta chama seus ouvintes à responsabilidade. Por causa disso, o profeta é obrigado a viver em solidão, e frequentemente, na miséria (Jr. 15.15; 20.9-18; Am. 5.10), mesmo assim, não pode fugir da responsabilidade para a qual foi comissionado (Ez. 2.4-6; 3.8,9; 33.6-7; Mq. 3.8; Jr. 2.19). Apesar de tudo isso, o profeta encontra satisfação no Senhor, nas Suas Palavras (Jr. 15.16).

3. MOISÉS E O MINISTÉRIO PROFÉTICO
Ainda que haja menção de Abraão como profeta (Gn. 20.7), é Moisés o primeiro profeta nacional de Israel. Esse homem de Deus fora chamado para retirar o povo de Israel do cativeiro egípcio. Durante a caminhada pelo deserto, no capítulo 11 de Números, há um registro da manifestação do Espírito Santo, fazendo com que os anciãos de Israel profetizassem. Depois de serem levados ao tabernáculo, os anciãos experimentaram um pentecoste no Antigo Testamento, ainda que, naquele momento, não tenha havido a manifestação de línguas, como em Atos 2. Mas, do mesmo modo, o Espírito Santo atuou entre os israelitas, e esses passaram a profetizar (Nm. 11.25). Depois dos setenta anciãos, Eldade e Medade, não mais entre os setenta, mas no meio do arraial. A profecia desses foi censurada por alguns que assistiam no local. Um moço, não identificado pelo texto bíblico, se dirigiu a Moisés, para reclamar da profecia de Eldade e Medade. Josué, o auxiliar direto de Moisés, concordou com a reclamação do rapaz. Moisés, porém, foi sensível à atuação do Espírito Santo, e não censurou a profecia. Ao contrário, “porém Moisés lhe disse” que seria interessante que não apenas aqueles, mas que todo o povo de Israel profetizasse (Nm. 11.29).

CONCLUSÃO
Algumas lições podem ser extraídas dessa passagem bíblica: 1) é Deus, e não os homens, quem autentica a autoridade ministerial através do Seu Espírito; 2) o Espírito Santo opera como lhe apraz, pois Ele é Soberano; 3) as manifestações do Espírito Santo não são exclusividades da liderança; 4) os líderes verdadeiramente chamados por Deus não devem ter receio de perderem a função e nem viverem em competição uns com os outros; e 5) contanto que esteja em conformidade com a Palavra de Deus, não há motivos para temer a manifestação do Espírito Santo.

BIBLIOGRAFIA
HESCHEL, A. The prophets. New York: Harper & Row, 1962.
JENSEN, J. Dimensões éticas dos profetas. São Paulo: Loyola, 2009. 
 Fonte:http://subsidioebd.blogspot.com/


No responses yet

Próximo Trimestre 2010

 
 Neste 3º trimestre estudaremos o tema: Fundamentos da nossa Fé
 
 
 
1 - Conhecendo Deus
2 - Conhecendo Jesus
3 - Conhecendo o Espírito Santo
4 - O Fruto do Espírito Santo
5 - Os dons do Espírito Santo
6 - Os Seres Angelicais
7 - O Homem e sua Origem
8 - O Pecado e suas Consequências !
9 - A Salvação
10 - A Igreja de Cristo
11 - As Últimas Coisas
12 - O Fim Vem
13 - Vivendo em Santificação
 
 

No responses yet

Lições 3° Trim/2010




A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.

No 3º trimestre de 2010, estaremos estudando o tema O Ministério Profético na Bíblia, a voz de Deus na Terra.



Comentarista: Pastor Esequias Soares

SUMÁRIO DA LIÇÃO:

1- O Ministério Profético no Antigo Testamento

2- A Natureza da Atividade Profética

3- As Funções Sociais e Políticas da Profecia

4- Profecia e Misticismo

5- A Autenticidade da Profecia

6- Profetas Maiores e Menores

7- Os falsos Profetas

8- João Batista – O Último Profeta do Antigo Pacto


9- Jesus – O Cumprimento Profético do Antigo Pacto

10- O Ministério Profético no Novo Testamento

11- O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia

12- O Tríplice Propósito da Profecia

13- A Missão Profética da Igreja

No responses yet

Grupos fazem aliança para ascender o renovo da leitura da Bíblia nos EUA

Apenas 46% dos cristãos dizem que leem a Bíblia pelo menos uma vez na semana

Duas organizações bíblicas dos EUA uniram forças para combater o declínio da leitura das Sagradas Escrituras na América, em que 76% das pessoas se identificam como cristãos, mas apenas 46% dizem que leem a Bíblia pelo menos uma vez na semana, fora da igreja. "A importância da Bíblia na América é realmente muito grande para diminuir", comentou R. Lamar Vest, presidente da American Bible Society (ABS), que iniciou uma aliança com a Scripture Union (US).

Durante uma reunião recente em New York, os presidentes das duas organizações assinaram um acordo de três anos, juntando-se os recursos de suas instituições para promover a prática da leitura bíblica entre as igrejas e indivíduos em todo o país.

De acordo com o anúncio, o projeto conjunto vai reunir os pontos fortes de ambas as organizações para ajudar a promover uma Campanha Nacional que irá incentivar as igrejas locais na leitura da Bíblia.

A aliança é o resultado de anos de colaboração entre os dois grupos bíblicos, que se uniram inicialmente em 2004 para um projeto de pesquisa para encontrar formas de promover o hábito da leitura e da prática regular do uso Bíblia e para obter informações sobre as características dos não-leitores das Escrituras nos Estados Unidos.
 

Fonte: Christian Post
 

 

No responses yet

LIÇÃO 13 - ESPERANÇA NA LAMENTAÇÃO


 Texto Áureo: Lm. 3.22 - Leitura Bíblica em Classe: Lm. 1.1-5,12


Objetivo: Motivar à esperança no Senhor, mesmo diante dos dias difíceis pelos quais estamos passando.

INTRODUÇÃO
 
Na lição de hoje, estudaremos sucintamente o livro de Lamentações, escrito pelo profeta Jeremias. Neste poema, o profeta prateia a destruição do seu povo diante dos invasores babilônicos. Inicialmente, contextualizaremos o livro, em seguida, trataremos a respeitos dos seus principais temas, e, ao final, destacaremos a necessidade de lamentar pela condição atual do povo de Deus.

1. AS LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS
 
O livro de Lamentações – qinot em hebraico – é da autoria do profeta Jeremias. Trata-se de uma poesia melancólico, bastante comum no Oriente. O autor das Lamentações prateia a destruição de Jerusalém após 587 a. C. O livro é composto de cinco poemas, cada um formando um capítulo. Os poemas partem da estrutura de acrósticos, baseados nas vinte e duas consoantes do alfabeto hebraico. O autor, Jeremias, foi testemunha ocular do desastre que acometeu o povo de Judá. A estrutura do poema, seguindo o padrão hebraico, é composta prioritariamente de paralelismos. Isso quer dizer que não métrica, ainda que apresente forte qualidade tônica e rítmica. Em linhas gerais, o livro discorre a respeito da soberania, justiça, moralidade e julgamento de Deus e a esperança da benção futura. Diferentemente de Jó, que lamenta sua condição pessoal, Lamentações trata do sofrimento nacional. Esse é um livro triste que demonstra as conseqüências do juízo de Deus pelo pecado (Lm. 1.18), do sentimento de culpa por causa de desobediência (1.8; 2.14; 3.40). Mas nem tudo está perdido, pois o autor consegue ver uma fagulha de esperança em meio ao caos, pois o Senhor preservará sua aliança com Israel (3.19-39). Depois da tempestade virá a bonança, a tribulação não será o fim, pois Deus prometeu restaurar o Seu povo (Lm. 3.25-30; Dt. 30; Rm. 11).

2. LEMENTANDO PELO POVO DE DEUS
 
O capítulo primeiro das Lamentações de Jeremias retrata a figura de Judá como uma princesa que fora violentada e se encontra desolada. A cidade é denominada de “filha de Sião” (1.6). Outra comparação é feita com uma mulher que outrora casada se tornou viúva (1.4,13). Essa situação ocorreu porque Judá, ao invés de confiar no Senhor, se voltou para seus “amantes” e “amigos” – as nações pagãs com as quais se aliou. Como se não bastasse ter se voltado para essas nações, Judá também adorou os seus deuses (Jr. 2.36,37; 27.1-11; 37.5-10). A situação agora era de desolação, pois não havia mais sacerdotes no templo, pessoas para se alegrarem, as virgens prateavam porque não tinham mais homens com os quais pudessem contrair núpcias. A condição de Judá fora antecipada em Dt. 28.25,32,44, resultante das transgressões (1.5). Caso o rei Zedequias tivesse dado ouvidos às palavras de Jeremias, o povo não teria passado por esse julgamento. Ele, porém, preferiu confiar em seus aliados políticos (II Cr. 26.2). Jerusalém, a princesa de Jeová, tornou-se uma prostituta, e como tal, expôs-se vergonhosamente (Lm. 1.17; Jr. 13.20-27). O povo não atentou para a disciplina do Senhor e para as implicações do seu pecado (Dt. 32.28,29). Naqueles tempos, bem como nos dias atuais, o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23). Por isso, o arrependimento continua sendo o escape para todos os que se enamoram do pecado (Mt. 3.2; 4.17; At. 2.38; 3.19).

3. ESPERANÇA EM MEIO A LAMENTAÇÃO
 
Vivemos em um mundo tomado pelo desespero. A angústia passou a ser companhia do ser humano. O pecado naturalizou de tal modo que as pessoas não encontram outro meio de satisfação. A plena satisfação, no entanto, de acordo com o ensinamento bíblico, se encontra em Deus (Mt. 5). Ainda que a humanidade siga arredia dos caminhos do Senhor, não podemos encontrar guarida a não ser em Cristo. Somente Ele, conforme atestaram os discípulos, tem palavras de vida eterna (Jo. 6.68). Como os crentes de Tessalônica, há muitos que não mais têm esperança. Mas a mensagem do evangelho de Cristo nos aponta para um futuro glorioso, no qual a morte não é o fim. Cristo virá para arrebatar a Sua igreja e levá-la para estar com Ele (I Ts. 4.13-17; Jo. 14.1). Os crentes de Corinto não tiveram o conhecimento apropriado da verdade bíblica a respeito da ressurreição. O apóstolo destinou parte da sua I Epístola a fim de esclarecê-los sobre essa esperança cristã (I Co. 15). Cristo ressuscitou, Ele está vivo, e, porque Ele vive, podemos também ter esperança. Mesmo em meio às adversidades da vida presente, podemos ter a convicção, pela fé, de uma realidade que já começou e que haverá de se concretizar plenamente no futuro, a partir da qual viveram os heróis da fé (Hb. 11).

CONCLUSÃO
 
Jeremias lamentou a condição do seu povo após a invasão dos babilônicos. As lamentações do profeta sensível resultaram em um livro poético, repleto de dor pela miséria judaica. Que o Senhor também nos desperte para chorar por aqueles que se encontram distantes de Deus. Que sejamos também despertados para levar a mensagem de esperança do evangelho de Cristo. Nem tudo está perdido, a morte não é o fim, dias melhores virão, pois o Senhor assim o prometeu (Jo. 14.1,2)

BIBLIOGRAFIA 
HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações. São Paulo: Vida Nova, 1980.
LONGMAN III, T. Jeremiah & Lamentations. Peabody, Mass: Hendrickson, 2008. 



No responses yet

AD continua a crescer: potencial futuro é ainda maior


 Mundialmente, o número de adeptos das ADs aumentou 2,5%, um ganho de cerca de 1,6 milhão de membros


AD 
continua a crescer: potencial futuro é ainda maior As Assembleias de Deus nos Estados Unidos e ao redor do mundo estão em crescimento. De acordo com Sherri Doty, o estatístico para as Assembléias de Deus, o número de adeptos nos Estados Unidos aumentou quase 15 mil pessoas em 2009, totalizando 2.914.669 - um aumento de 0,5%.

Mundialmente, o número de adeptos das ADs aumentou 2,5%, um ganho de cerca de 1,6 milhão de pessoas, e atingiu um total de 63.090.251.

O Superintendente Geral das ADs nos Estado Unidos, Dr. George O. Wood, afirmou que, embora o sobressalto de 0,5% não tenha sido tão alto, ele está feliz porque em 2010, 133 novas igrejas já foram plantadas, e até o final do ano ele acredita que esse número deva chegar a 300.

Wood disse ainda que as Assembléias de Deus estão trabalhando para o plantio de pelo menos 500 novas igrejas por ano. "Plantar novas igrejas tem sido provado ser o melhor caminho para levar pessoas para Cristo. Há um entusiasmo para uma nova Igreja, as pessoas são atraídas para ela. A Church Multiplication Network trabalha duro para ajudar a tornar a plantação de novas igrejas mais fácil", disse Wood.

Em outras áreas da estatística, nas Assembleias de Deus nos EUA, foi registrado um crescimento na adesão oficial de membros de 47.928 (2,9%), chegando a 1.710.560; e um aumento na frequência nos principais cultos de 27.315 (1,5%), o que totaliza 1.827.302 pessoas.

Fonte: Assemblies of God USA / Redação CPADNews


No responses yet

EBF 2010

No responses yet

Proposta de leitura da Bíblia nas escolas gera debate em El Salvador


Leitura das Sagradas Escrituras nas escolas incentivaria um comportamento que seria um freio ao número de homicídios no país

A Assembléia Legislativa de El Salvador recebeu, na quinta-feira, 10, uma proposta de tornar obrigatória a leitura da Bíblia nas escolas, o que motivou debate no país. A proposta foi impulsionada pelo coronel da Força Armada, Antonio Almendáriz, deputado evangélico do Partido de Reconciliação Nacional (PRN), de direita.

A leitura das Sagradas Escrituras nas escolas incentivaria um comportamento que seria um freio ao número de homicídios no país, considerado o mais violento do continente, e um controle das ações das ligas juvenis ou gangues.

A discussão da proposta deverá ser discutida essa semana no Legislativo. O ministro da Educação, Salvador Sánchez Cerén, já manifestou rejeição à proposta. Deputados do PCN e um da Arena pediram que a leitura da Bíblia nas escolas entre em vigor a partir de 11 de fevereiro de 2011, início de novo período letivo.

Dois advogados constitucionalistas asseguraram que a medida seria uma violação à Constituição da República. Mas não descartaram a aprovação da proposta, desde que acordada pelas partes envolvidas e mediante referendum popular.

Segundo nota no diário El Mundo, o ex-magistrado da Sala Constitucional, Mario Solano, explicou que a lei ou decreto entraria em choque com a liberdade de consciência e de religião, embora a Bíblia não manifeste inclinação a nenhuma crença em particular.

Também alegou que a proposta viola a liberdade de cátedra e contraria a educação democrática sem influências religiosas ou classistas. Ele não tem convicção de que a leitura do texto sagrado levaria crianças a uma conduta mais ética.
Fonte: ALC

No responses yet

Escatologia aterrorizante Escatologia aterrorizante - Illuminati, maçonaria e H1N1


 
 
Escatologia aterrorizante (2)
Dando sequência ao estudo sobre a escatologia aterrorizante — a qual vem sendo esposada por falsos ensinadores que gostam de alarmar os incautos mediante vídeos, livros e sites da Internet, gerando crentes neuróticos —, desejo fazer uma breve abordagem acerca da propagação de informações inverídicas a respeito das seitas secretas Illuminati e maçonaria e da vacina contra o vírus influenza A (H1N1).

Os profetas do terrorismo têm se apresentado como os únicos propagadores da verdade e se dizem perseguidos pela Nova Ordem Mundial. Entretanto, como veremos, eles não merecem crédito algum, posto que não consideram a Bíblia a sua fonte primária de autoridade. Sua escatologia, especulativa e alarmista, aterroriza mais do que alerta e conforta os servos do Senhor, e eles asseveram que o Santo Livro apenas contém verdade.

Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, visto que contestam o incontestável fato de que a Bíblia é a Palavra de Deus, a revelação divina escrita (2 Tm 3.16, ARA; 2 Pe 1.21). Esses teólogos (teólogos?) demonstram não ter base erudita alguma quando asseveram que a Bíblia Sagrada é uma reunião de livros realizada pelos papas. Não sabem eles que o cânon das Escrituras vetero e neotestamentárias ocorreram muito antes do Concílio de Trento? Não conhecem eles 2 Pedro 3.16 e Romanos 15.4?

Outra afirmação absurda, caluniosa e sem fundamento dos tais terroristas é a de que todas as igrejas evangélicas — sem exceção — estão envolvidas com a Nova Ordem Mundial e o satanismo. Curiosamente, eles acusam as editoras evangélicas de venderem Bíblias e livros, porém oferecem pela Internet e nas igrejas os seus DVDs... Estes, aliás, são uma verdadeira exploração mercadológica. Além de conterem pesadas acusações de que certos pastores seriam maçons (cf. Mt 7.1,2), apresentam associações questionáveis, esdrúxulas, e notícias alarmantes, amedrontadoras. Para quê? Para “fazer a cabeça” dos incautos, desviando-os cada vez mais do estudo bíblico na Escola Dominical, nos cultos de doutrina, nos seminários, etc.

Cada fato novo de grande repercussão na mídia tem sido usado pelos teólogos alarmistas para fazer alarde e vender DVDs contendo “grandes descobertas”. Eles mercadejam a Palavra (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3). Uma notícia falsa bastante explorada por eles foi a de que a vacina contra o vírus H1N1 seria perigosa e causaria a morte de milhares de pessoas. E eles conseguiram convencer muitos crentes que não estudam a Palavra de Deus — infelizmente, a maioria — de que não deveriam tomar a tal “vacina assassina”.

Os propagadores do terror afirmaram que a mencionada vacina, em razão de conter mercúrio e óleo de esqualeno, seria altamente tóxica e letal. Somente os incautos mesmo para não perceberem que esse tipo de informação é inconsistente e suas fontes, duvidosas. De acordo com os especialistas do Ministério da Saúde, as mencionadas substâncias são componentes comuns em vacinas e não oferecem risco algum para o sistema imunológico. Aliás, a vacinação geral já ocorreu, e não houve a propalada mortandade em massa por causa dela!
Para quem não sabe, a vacina contra o vírus A (H1N1), antes de chegar ao Brasil, foi usada nos Estados Unidos e na Europa com êxito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos provocados por ela são reações leves, como dor local, febre baixa e dores musculares, que passam em torno de 48 horas. Até médicos e enfermeiras a receberam. E garantiram que não se sentiram diferentes. Minha esposa tomou a vacina e se queixou apenas de dor no local da aplicação. Eu não a recebi porque estava fora da faixa etária. Bem, se alguém desejar informações seguras sobre o assunto, procure-as junto ao Ministério da Saúde, em vez de acreditar cegamente nos propagadores da escatologia do terror.

Voltando às seitas secretas, não nego a influência delas nos bastidores de muitos governos, empresas e organizações. Mas asseverar que todos os governos do mundo, todas as religiões e seitas, todas as organizações não governamentais e empresas, bem como todas as igrejas evangélicas são dominadas por Illuminati e maçonaria é uma afirmação exagerada e sem fundamento. Quem espalha esse tipo de notícia é irresponsável e tem como objetivo primaz alarmar o povo de Deus, a fim de vender DVDs em série, aproveitando-se da credulidade e do misticismo de um povo que não estuda a Palavra do Senhor.

Ao explorar o sensacionalismo, os propagadores do terror afastam o povo de Deus da Palavra. E usam como abono às suas invencionices fundamentos frágeis como imagens e inscrições contidas na nota de um dólar. Ora, o que dizer do real? Em todas as suas cédulas está escrito “Deus seja louvado”. Será que os governantes brasileiros louvam a Deus por causa dessa menção nas notas? Claro que não! Considerando que o dólar é muito mais antigo que o real, teriam todos os presidentes estadunidenses, anteriores a Barack Obama, compromisso com a maçonaria? Teriam todos eles ligação com a Nova Ordem Mundial?
Quem está em Cristo não precisa temer a tal Nova Ordem nem o espírito do Anticristo que já opera no mundo (1 Jo 4.1-3). É claro que este, ao se manifestar visivelmente (1 Jo 2.18), após o Arrebatamento da Igreja (2 Ts 2), utilizará toda a tecnologia que houver no mundo. Mas isso não quer dizer que, hoje, toda a tecnologia já pertença ao poder do mal.

Lembro-me de quando os profetas do terror começaram a dizer, no fim do milênio passado, que nos códigos de barras havia o número 666. Houve uma febre alarmista nas igrejas. Muitos LPs, fitas cassetes e de vídeos, bem como apostilas que tratavam do assunto foram vendidos... Mas a onda passou. E hoje os códigos de barras estão nos livros evangélicos, nos cartões de membro das igrejas e em todos os produtos que compramos nos supermercados...
Será que Satanás e o Anticristo são maiores que o Senhor Jesus, a ponto de o cristão, em vez de desfrutar da graça de Deus, viva aterrorizado com cada fato novo que surge no mundo? Não! O servo do Senhor que se preza não segue a teólogos “caçadores de bruxas”, os quais afirmam que todo e qualquer símbolo é maçônico ou satanista. O crente verdadeiramente espiritual prefere a Escatologia Bíblica, saudável, e não a aterrorizadora, visto que, diferentemente desta, aquela é a que nos alegra (Tt 2.14), nos consola (1 Ts 4.16-18) e nos alerta quanto a nossa vigilância constante (Lc 21.36).
 
Amém?
 

Fonte: http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibord

No responses yet

Lição 12 - A opção pelo povo de Deus


TEXTO ÁUREO

“Escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado; tendo, por maiores riquezas, o vitupério de Cristo” (Hb 11.25,26).

- A decisão de Moisés de abdicar ‘os tesouros do Egito’ e sofrer o ‘opróbrio de Cristo’ deve encorajar aqueles que sofreram perdas e opróbrio por causa de sua fé (Hb 10. 33-34). A ARC traz: “porque tinha em vista”, apoblepo; Strong 578: Uma palavra descritiva combinando apo, ‘longe de’ e blepo, ‘ver’. A palavra literalmente significa ‘desviar o olhar de tudo a fim de olhar atentamente para um objeto(Bíblia de Estudo Plenitude, SBB, PC Hb 11.26; p. 1293). Moisés desviou o olhar da riqueza dos sistemas mundiais para um futuro messiânico; sua escolha exemplifica certeza quanto à sua esperança porque contemplava a ‘recompensa’ (Hb 10.35; 11.6,13). Somente a fé pode influenciar uma decisão desse porte, que transcende a realidade presente! Todo crente é chamado à essa decisão diariamente: fazer a escolha de/ou desfrutar os prazeres mundanos ou viver em obediência à Palavra; vale salientar o conflito travado internamente em cada um de nós – o Espírito contra a carne; esse conflito pode levar o crente à uma completa submissão à carne e ao domínio do pecado ou então à plena submissão ao Espírito Santo. À exemplo de Moisés, nossa escolha deve ser em razão da fé: “desviar o olhar de tudo a fim de olhar atentamente para Cristo!”

COMENTÁRIO


(I. INTRODUÇÃO)

O texto que serve de base para esta lição está incluso nos seis capítulos que versam sobre os acontecimentos que se seguiram à queda de Jerusalém, sob o poder da Babilônia (Jr 40.1-44.30). O comandante caldeu reconheceu que fora o Deus de Israel quem dera vitória à Babilônia embora não O conhecesse ou O servisse! Ao encontrar o profeta, oferece-lhe a regalia de poder escolher para onde ir: para a Babilônia onde desfrutaria de poder, honrarias e conforto; ou permanecer em Judá, onde só acharia sofrimento e continuaria pobre e rejeitado. Certamente temeu ser tido pelos cativos judeus como traidor – Nabucodonosor talvez houvesse sido informado do conselho do profeta para Judá render-se à Babilônia e talvez isso explique porque o comandante caldeu tratou o profeta com deferência quando da tomada de Jerusalém. O invasor nomeara um governador: Gedálias, pertencente a uma família de altos funcionários judeus de quem Jeremias gozava da amizade e a quem ficou confiada a sua proteção, pois o altruísta Jeremias opta pelo improvável: pela dor, pela rejeição, pelo sofrimento, sacrificando-se pelo povo a quem tanto amava sem ser amado. 

Estamos sendo chacoalhados com notícias desafiadoras nesse momento em que se aproxima o centenário – notícias de desagregação e renúncias de renomados profetas (Leia). A Lição é oportuna e nos convida a fazer uma opção: “Escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo, ter o gozo do pecado; tendo, por maiores riquezas, o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. (Hb 11.25,26). "É hora de despertarmos dessa letargia, e passar a entender o que nos tem reservado o Senhor." Claudionor de Andrade REFLEXÃO


(II. DESENVOLVIMENTO)


I. AS PROFECIAS DE JEREMIAS SE CUMPREM
1. A destruição de Jerusalém. O cerco à cidade de Jerusalém durou um ano e seis meses, tempo de privações em virtude desse isolamento - sem suprimentos, a fome minou a fortaleza e em cumprimento às palavras de YAHWEH pronunciadas por Jeremias, a cidade caiu perante os caldeus. Em 605 a.C. Nabucodonosor invade a Palestina e captura certo número de reféns judeus, gente capacitada, de cultura e posses; os pobres, doentes e desvalidos foram deixados na terra – assim começou o cativeiro babilônico que durou 70 anos preditos por Jeremias (Jr 25.11, 12). A destruição e o cativeiro aconteceram em três fases:
- 605 a.C.: prisão do rei Joaquim, levado juntamente com Daniel e seus três amigos para a Babilônia (Dn 1.1-7; 2Cr 36.6,7);
- 597 a.C.: nova invasão de Jerusalém e são levados cativos o rei Jeoaquim, os tesouros do Templo e 10.000 homens, dentre os quais, o profeta Ezequiel;
- 586 a.C.: terceira e última invasão de Jerusalém: destruição da cidade e do Templo e deportação do rei Zedequias e a elite do povo para a Babilônia (Jr 52.29).

2. O fiel cumprimento das palavras de Jeremias. A perseverança não é uma virtude comum. A maioria de nós carece de comprometimento, cuidado e disposição que perdure às mais difíceis condições. Jeremias perseverou mesmo com a apatia e descrença dos judeus; foi ignorado, insultado, desacreditado e por fim, escolheu ficar na terra desolada e cercado por pobres e desvalidos. A resposta do profeta veio com a entrega da Palavra do SENHOR e um profundo lamento pelo destino do povo obstinado. Manteve seu olhar fixo no Deus que o vocacionara e esperou firmemente o cumprimento das palavras de YAHWEH; nenhuma delas cai por terra. Não nos demovamos de nossa posição, fiel é O que nos vocacionou! Todas as profecias de Jeremias em relação à destruição de Israel se cumpriram. SINOPSE DO TÓPICO (1)

II. A OPÇÃO DE JEREMIAS
1. Jeremias sob custódia. Nebuzaradã, Comandante caldeu, concede uma grande libertação a Jeremias através da soltura de todas as sua cadeias, em obediência às ordens que Nabucodonosor emanara acerca do profeta – não está claro o quanto da mensagem do profeta era do conhecimento do conquistador, é provável que este considerasse Jeremias um simpatizante da Babilônia (Jr 25.12). Nebuzaradã o encontrara nas cercanias de Ramá, talvez estivesse entre o grupo de cativos já que essa cidade funcionou como uma espécie de ‘centro de triagem’ ou ‘campo de concentração’ para separar os judeus que seguiriam a Babilônia dos que permaneceriam na terra. De Ramá, ele é conduzido até Mispa (atual Tel en-Nasbeh), 13 Km ao norte de Jerusalém, onde permaneceu sob proteção de seu amigo Gedálias.

2. A teologia em boca de ímpio. O fato de pessoas que não servem ao Senhor reconhecerem que Ele tem poder e domínio não significa que sejam sinceros nessa ‘adoração’, apenas encontram espaço no seu panteão idólatra para mais um deus. Fatos como esse são vistos aqui em Jeremias e em diversas ocasiões no exílio, em especial com Daniel; o rei ímpio ou seus altos funcionários teologizam respeitosamente e até de forma positiva sobre o Deus de Israel. Isso não se traduz num perfeito entendimento acerca da justiça divina. E os teus ouvidos ouvirão a palavra que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho; andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.” (Is 30.21).

3. A opção de Jeremias. Depois de dar a Jeremias comida e um presente, Nebuzaradã o deixou partir, e Jeremias optou ficar entre os que restaram na terra, em detrimento das regalias que lhe foram oferecidas caso fosse para a Babilônia. Talvez sua recusa fosse por medo de ser odiado pelos exilados de Judá. Em Judá ele permaneceria pobre e rejeitado mas o remanescente do povo saberia que ele não era um traidor. Jeremias escolheu permanecer com o povo de Israel em Judá ao invés de ir para a Babilônia. SINOPSE DO TÓPICO (2)

III. COMO OS HERÓIS DA FÉ FIZERAM SUAS OPÇÕES


Muitos personagens bíblicos optaram por sacrificar suas próprias vontades, conforto e até mesmo a vida em prol do povo de Deus. SINOPSE DO TÓPICO (3). Vejamos alguns deles.
1. A opção de Abraão. A história de Abraão tem início com um imperativo e uma promessa divina. A ordem é a de deixar sua parentela idólatra (Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Tera, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses - Js 24.2). Com Abraão, começa a história da criação de Israel por Deus e tudo se inicia com a partida de uma cidade humana (Ur) em busca da cidade ‘da qual Deus é o arquiteto e o edificador’ (Hb 11.10). Note que a perícope onde está narrado a chamada de Abrão (Gn 12) vem após a saída de Tera, seu pai, com toda a família, de Ur(1) para Harã, ao norte da Mesopotâmia, num braço do rio Eufrates, aproximadamente 965 Km ao norte da cidade sumeriana de Ur; O chamado veio a Abraão em Ur dos caldeus, antes da morte de seu pai, não em Harã (Ex 15.7). A jornada de aproximadamente 2.400 Km foi impulsionada pela fé:
“Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia... Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.” (Hb 11.8-10)
Ao fazer a sua opção, Abraão tornou-se o pai de todos aqueles que crêem (Rm 4.11) e todos os que crêem tornam-se filhos de Abraão (Gl 3.7). não era nem israelita nem judeu; não passava de um gentio que, pela fé, aceitara plenamente a vontade divina (Dt 26.5). - Conheça um pouco mais: http://www.ixtus.pro.br/textoDez.htm

2. A opção de José. A soberania divina é fato na história de José. Este jovem foi levantado por YAHWEH para ser governante do Egito e o meio utilizado por Deus foi transformar as más ações de seus irmãos para cumprir seus propósitos. Ele envia José adiante para preservar vidas, salvar o Egito e preparar o caminho para o início da nação de Israel. José certamente poderia ter aplicado a lei de Talião(2) quando seus irmãos desceram ao Egito para comprar mantimentos, mas sua opção graciosa foi perdoá-los e compartilhar sua prosperidade! (Gn 45.3-8).

3. A opção de Moisés. Como príncipe, Moisés tinha tudo a sua disposição mas substituiu tudo pela vida árdua de pastor de ovelhas numa humilhante experiência que certamente, não planejara. Deus o preparou para ser um líder e talvez Moisés não apreciasse essa situação mas foi no deserto que ele realmente tornou-se líder apto a libertar Israel. Foi necessário fé para fazer esta opção! È fácil ser ludibriado pelas benesses mundanas e não enxergarmos o futuro reino celestial. Somente a fé pode nos dar essa visão para enxergarmos os valores eternos do céu. Não obstante suas deficiências, Moisés abriu mão de toda a luxúria do Egito, pois não ignorava a missão que lhe confiara o Senhor (Hb 11.23-26).

4. A opção de Ester. Ester poderia ter entrado em desespero quando a ordem para trucidar os judeus foi exarada e ter decidido salvar apenas a si própria. Embora rainha, Ester precisaria de proteção. Deixada ‘de lado’ por trinta dias, ela não sabia se o rei havia encontrado outra mais atraente e deparada com a questão de morte aos judeus, ela refletiu sobre a pergunta de Mordecai: “Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Et 4.14). Corajosamente, optou por seu povo, arquitetou um plano e o pôs em prática. A resposta? O rei a incumbiu de reescrever a lei (Et 9.29).

5. A opção de Jesus. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus (Fp 2.5), Esta perícope é conhecida como “a passagem kenosis (3) (grego: vazio) (vs 6-11), nos dá a idéia de que Cristo não rejeitou sua divindade, mas a glória de sua divindade e seus privilégios e “a si mesmo se humilhou” (Fp 2.8) a fim de por sua morte, nos resgatar. Paulo, assim, aponta para Cristo como exemplo de humildade e renuncia - 2Co 7.1: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor a Deus”. Hoje há uma evidente falta de paradigmas, onde paira valor sobre resultados não importando os meios. Nossa comunidade cristã inevitavelmente é atingida pela onda do hedonismo, pela ética humanista. Em Jesus Cristo encontramos o paradigma ideal, que deve ser imitado a qualquer custo. Na Kenósis há um exemplo inspirador que confiantemente podemos seguir. Segundo vaticina o profeta Isaias (cap. 53), em Jesus não havia beleza nem formosura. Mas foi nesta opção pela humilhação que Deus usou para exaltar o ser humano. 


(III). CONCLUSÃO

Que exemplo para nós! Hoje, estamos acostumados a avaliar os crentes pelo grau de ‘poder’ e pela quantidade de ‘experiências’. Muitos obreiros, a exemplos dos opositores de Paulo, estão como aquele filho de Dédalo, do mito de Ícaro, inebriados pelas novas potencialidades, jactânciam-se daquilo que foi-lhes dado não para proveito próprio, mas para edificação do Corpo. Nesse vôo do orgulho correm o risco de suas potencialidades não servirem para coisa alguma. “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2Co 12.9). O Senhor tem uma didática interessante. Deus realiza os seus propósitos sem tirar de seus servos o espinho – seja ele qual for. Apesar das debilidades humanas, a graça de Deus atinge seus propósitos em um mundo decaído. A fé escolhe crer na Palavra de Deus acima da evidencia dos sentidos, sabendo que as circunstancias naturais devem ser mantidas sujeitas à Palavra de Deus. A fé não nega as circunstancias; pelo contrário, crê no testemunho de Deus e vive em concordância com o mesmo. Paulo deixa isso bem claro quando optou por sofrer por Jesus e afirmar que sua jactância está nessa opção. Que lição para os crentes de hoje!

(1): Ur: Cidade muito antiga no sul da Babilônia, que se identifica como Tell el-Muqayyar; ela estava situada na margem direita do rio Eufrates, a meio caminho entre Bagdá e o Golfo Pérsico. Tera e seus filhos – entre eles Abrão – nasceram em Ur e de lá se mudaram para Harã. - http://www.chamada.com.br/mensagens/abraao.html;
(2): A lei de talião consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Esta lei é freqüentemente expressa pela máxima olho por olho, dente por dente. É uma das mais antigas leis existentes.
(3): Kenosis é a palavra em grego para o ‘esvaziar-se’. Filipenses 2:7, " Jesus se fez nada (κένωσεν ekenosen) ... " ( NIV ) ou "... ele esvaziou-se ..." ( NVI ), usando a forma verbal κενόω kenóō "esvaziar". (http://en.wikipedia.org/wiki/Kenosis)


APLICAÇÃO PESSOAL
Na Alegoria da Caverna, escrita pelo filósofo Platão, encontramos a exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade: Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade. Um dos prisioneiros optou por abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza. Aquele homem volta à caverna e ao falar destas verdades para os homens afeitos às suas impressões, não foi compreendido e foi tomado por mentiroso, um corruptor da ordem vigente. Que belo paralelo à história de Jeremias, o qual optou por sair do meio comum, do carnal e viveu no espiritual; optou por falar as palavras do Senhor e aconselhar seus patrícios e foi tido por mentiroso, um corruptor da ordem vigente! Precisamos ser aquele homem que optou por sair da caverna. Dependemos inteiramente do Senhor para caminharmos bem a carreira que nos foi proposta. Jamais deveremos nos exaltar ou gloriar pelos dons, pelas experiências espirituais. Um câncer está devorando a Igreja. Se ele não for extirpado agora, as conseqüências serão catastróficas. A influência de doutrinas falaciosas que só trazem confusão e instabilidade espiritual precisa ser cortada. Muitos há que professam a Cristo como Salvador, mas assumem uma postura distorcida em relação ao que significa ser cristão. Na verdade não fizeram a opção pelo povo de Deus! Sob a égide de um evangelho nitidamente místico, milhões estão sendo ludibriados e impedidos de viverem realmente uma vida com abundancia. Verdades eternas tiradas da Palavra de Deus estão sendo pervertidas. Quase no final do seu ministério, Charles Spurgeon escreveu uma série de artigos advertindo a igreja de seus dias quanto ao perigo de se tornarem mundanos, espiritualmente frios e tolerantes aos erros doutrinários. O que ele previu se repete hoje, dessa vez, a origem é outra: o pragmatismo que ignora a pureza da doutrina e se focaliza mais na obtenção de sucesso do que na pregação ousada da Palavra. O pragmatismo enfatiza o crescimento da igreja, em detrimento da pureza doutrinal; entreter o público é mais importante do que doutrinar; a verdade é secundária. Nenhum dos superapóstolos atuais pode jactar-se, como Paulo o fez por sua opção em sofrer por amor à Cristo, pelo contrário, o fazem de suas supostas potencialidades, assim mesmo como faziam os adversários de Paulo em Corinto, e assim mesmo como no mito de Ícaro, inebriados com seus delírios sucumbirão. Somente a fé pode influenciar uma decisão desse porte, que transcende a realidade presente! Todo crente é chamado a essa decisão diariamente: fazer a escolha de seguir o pragmatismo desfrutando os prazeres mundanos ou viver em obediência à Palavra. A palavra-chave da lição de hoje é “opção”; carecemos de experiência com Deus, que nos dê força e coragem para suportarmos as dificuldades da caminhada, mas precisamos acima de tudo, optar por dependermos unicamente da graça e poder divinos. 

N’Ele, para que a prova da nossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo (1Pe 1.7),

Francisco A Barbosa
auxilioaomestre@bol.com.br

No responses yet

A Bíblia

 
 
A Bíblia é o livro de Deus, porém, existem pessoas neste mundo que falam que a Bíblia é simplesmente um livro qualquer, e que as histórias contidas nela são apenas histórias do passado de um povo. Mas isto não é verdade, a Bíblia Sagrada retrata a vida de um povo que foi escolhido por Deus no passado, para nos dar muitos exemplos nos dias de hoje. Homens de fé foram levantados por Deus no passado, para nos mostrar que aquele que serve ao Deus verdadeiro vence as lutas, as provas, as dificuldades, e não se prostram quando enfrentam as adversidades.
 
O livro de Deus foi escrito por homens instruídos e cheios do Espírito Santo de Deus, nenhum deles escreveu de si mesmo, escreveram as palavras que vieram direto da boca do Deus verdadeiro. A palavra de Deus foi revelada de forma maravilhosa, foi escrita por diversos homens, e não há nela nenhuma contradição, isso se chama poder de Deus operando em todo o tempo. Os patriarcas ficaram no passado, e não devemos nunca nos esquecer que através da profecia dada por Deus a Abraão é que estamos aqui. A Bíblia é um livro real e atual! Devemos consultar a Bíblia e não o Google. No entanto, há pessoas que não dão crédito a palavra de Deus, e muitos por insensatez diz não ser o livro de Deus, alguns chegam a acreditar que Deus não iria usar homens para escrever Suas palavras. A cegueira espiritual não deixa o homem enxergar a preciosidade da Sua palavra, existem homens que fazem argumentações ridículas da palavra de Deus, além de não crer, distorcem o que Deus escreveu, mas para tais existe a condenação.
 
A Bíblia foi escrita pelo Autor de todas as coisas, Ele quis que fosse assim, Ele decidiu nos informar quem é Ele, e quem somos nós, e por ser Ele soberano nos informou o seu plano. Desde o inicio da nossa geração mostrou que nos ama, e nos dá o perdão. Através da Sua palavra que é fiel e verdadeira é revelado o nosso pecado, e ela diz que precisamos ser regenerados. A palavra de Deus é viva e eficaz, nela está a fonte da vida. Feliz o homem que crê na palavra de Deus e a têm como regra de fé.
 
A Bíblia é o único livro que indica o caminho que conduz ao céu, Deus deixou um manual de como viver a vida enquanto estivermos aqui nesta terra. A palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz para nossos caminhos.
 
Meu querido amigo não despreze a palavra de Deus, é ela que ensina como ganhar a vida eterna, você precisa com urgência ler e entender a palavra preciosa de Deus.

Fonte:http://clubedaleiturabiblica.blogspot.com/
 
 

No responses yet

A infra-estrutura da Escola Dominical e o seu impacto sobre a qualidade de ensino


A obediência ao mandamento bíblico de ensinar é de importância capital para a sobrevivência da igreja. O valor da educação dos crentes na igreja é inestimável.

Muitos pastores e líderes já se conscientizaram da grande necessidade de investir na Escola Dominical. Para alguns, entretanto, ainda falta uma visão completa do que seja o cristianismo, pois deixam de lado o ensino bíblico e se preocupam apenas com o trabalho de evangelismo. A verdade é que tanto o ensino como a evangelização são necessários para o crescimento do povo de Deus. É através do ensino que cumprimos a urgente tarefa de tornar discípulos os seguidores de Cristo.

Quando é reconhecida a importância do ministério bíblico do ensino, também é necessário reconhecer a amplitude desse ministério e o importantíssimo papel que desempenha. Por isso, existem bases e princípios que devem servir de alicerces para o trabalho da Escola Dominical objetivando produzir resultados positivos na vida dos seguidores de Cristo. É necessário pensar, planejar e fundamentar a Escola Dominical do ponto de vista bíblico, histórico, sóciopsicológico, teológico e organizacional, que ajudarão a compreender melhor qual o objetivo que se tem em mente quando se fala em Escola Dominical e sua infra-estrutura.


A infra-estrutura espiritual da Escola Dominical

A grande comissão do Senhor Jesus em Mateus 28.19-20 é o nosso principal mandamento missionário e educacional: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho ordenado. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. (ARA)

Diante da Grande Comissão, cabe-nos a tarefa de fazer discípulos. Isso significa trazer às pessoas que não conhecem a Cristo e Sua igreja a revelação da fé salvadora e o compromisso de servirem o Senhor Jesus enquanto viverem.  Continue lendo...
 

No responses yet

As particularidades de se ensinar aos adolescentes


Três pontos fundamentais para se obter sucesso em sala de aula


O adolescente vive uma fase de muitos sentimentos e emoções, onde ele expressa suas forças e fragilidades, sua inteligência e irreflexões, bem como suas necessidades de aprender muitas coisas proveitosas para o presente e futuro de sua vida. É uma busca constante que conduz o pequeno jovem a querer encontrar respostas para seus questionamentos infindos sobre vários aspectos da vida. Nesse momento da vida, os conceitos, os conhecimentos e os propósitos que traçarão o seu futuro podem ser definidos.

Muitos adolescentes, considerados pelos pais ou parentes como já tendo maturidade suficiente para tocar a vida sem a companhia de “gente grande” por perto, são deixados sozinhos na maior parte do dia para cuidarem de suas próprias vidas e, às vezes, dos irmãos menores. É aí que está o perigo, pois empurrar os pequenos jovens, ainda em vários aspectos indefesos, para as piores práticas já vividas por alguns. Quando fogem do controle dos pais, eles podem seguir muitos caminhos errados e permitirem que suas vidas sejam influenciadas de várias formas.

Ensinar adolescentes é um grande desafio, seja no lar, na escola pública ou particular, sejam as disciplinas da vida ou do curso, ou ainda a Palavra de Deus através da Escola Dominical. E a complexidade do problema aumenta a cada ano que passa. São vários os fatores que concorrem para o aumento da problemática da educação de adolescentes. Alguns desses fatores são a ausência dos pais na vida estudantil de seus filhos, as más companhias, a influência de alguns meios de comunicação, o despreparo de grande parte dos pais e professores, e por último a falta de perspectiva de vida da maioria de nossos pequenos jovens. Mas, qual deve ser a nossa atitude, como Igreja do Senhor? O que temos feito para conquistar os nossos adolescentes? Como temos contribuído para atraí-los para os caminhos do Senhor? Esses são questionamentos comuns que surgem quando contemplamos atitudes e comportamentos de muitos jovens adolescentes.

Neste pequeno ensaio, consideraremos três pontos fundamentais para a análise e abordagem do presente tema.


Conhecer o adolescente


As primeiras e as maiores crises enfrentadas pelos adolescentes começam no próprio lar com os pais, já que, infelizmente, eles não estão preparados para lidar com as mudanças pelas quais os filhos sofrem. Os pais têm dificuldades para tratar da adolescência, quando os filhos não agem como crianças, como eles estavam acostumados; nem têm atitudes de adultos, porque ainda não têm essa percepção. Portanto, a vida em família tem sua pior fase quando os filhos entram na adolescência, principalmente quando não existe Deus nos corações para controlar essa situação. É inevitável surgir os desentendimentos, discussões, brigas, e a vida se torna um tanto desagradável pela falta do conhecimento dos pais em lidar com seus filhos nessa nova fase de suas vidas.

Para nós, educadores, que prezamos pelas leis do ensino e abraçamos a responsabilidade de alcançar os nossos alunos com uma aprendizagem de qualidade, a todo instante descobrimos a importância que tem o conhecimento desse ser humano que cresce e aprende. Como ele vive? Quais as suas perspectivas e propósitos para o futuro? Quais são seus anseios? Quais suas reais necessidades? E, finalmente, quais suas carências afetivas? São perguntas que precisam ser respondidas por quem tem a responsabilidade de ensinar e educar adolescentes.

Necessário se faz estudar a vida do adolescente, as situações comuns vividas nesse momento de sua vida, pois o conhecimento dos problemas enfrentados pelos nossos pequenos e novos jovens é fundamental para todos os educadores que desejam sucesso nesse aspecto da profissão. Educar adolescentes é diferente, exige estudo e preparação; do contrário, não seremos capazes de enfrentar com sucesso nenhum dos obstáculos que encontraremos pela frente.

Consideramos a adolescência a faixa etária mais complexa de lidar, conviver e ensinar. Por outro lado, os nossos queridos jovenzinhos estão vivendo os anos mais fáceis de absorver os conhecimentos de que dependerão por toda a vida. Aqui está a preciosidade de buscar conhecê-los e alcançá-los com o que há de melhor: os ensinamentos da Palavra de Deus.

Não podemos deixar escapar de nossas mãos uma oportunidade tão boa de ajudar os adolescentes a descobrirem as Verdades Sagradas. Conhecendo como vive e como se comporta o adolescente, facilitará, então, o desenvolvimento do nosso trabalho.

Para termos mais sucesso nesse ponto, podemos buscar ajuda dos familiares dos adolescentes, na tentativa de conscientizá-los de como é importante para a educação deles, nesse momento crucial de suas vidas, a parcela de contribuição de cada membro da família, especialmente o envolvimento dos pais. Assim, o adolescente se sentirá valorizado e os pais, recompensados pela resposta que receberão de seus pequenos jovens.


Aproveitar o seu potencial

Por estarem em processo de formação, especialmente no desenvolvimento mental, os nossos queridos adolescentes aprendem com muita facilidade. Aproveitar sua potencial capacidade de absorver e apreender os conhecimentos que lhe farão crescer tanto na graça como no conhecimento de Deus e das coisas boas que estão ao seu redor é papel fundamental, primeiramente dos pais e também dos educadores cristãos.

A adolescência é a fase onde acontecem as maiores mudanças da vida. Os questionamentos naturais da idade levam os adolescentes ao estudo, a pesquisa e a busca por respostas às suas muitas indagações. Eles gostam de participar de qualquer atividade que seja interessante; não gostam de estar parados, querem ler, falar, escrever, se movimentar. O certo é que eles sempre estão procurando o que fazer.

Precisamos aproveitar toda essa energia e talento desse ser humano em pleno desenvolvimento. Todo esforço em buscar desenvolver temas apropriados é válido e proveitoso. Adolescentes gostam de discutir e, consequentemente, aprender assuntos que dizem respeito às práticas de suas vidas, como relacionamentos, adolescência, namoro, saúde, profissões, amor, casamento, família, vida, morte etc. E quando levamos esses temas para discussões em sala de aula, nos sentimos gratificados com o resultado obtido, pois geralmente eles se empenham na exposição de suas ideias com muita competência. Não há coisa melhor do que vê-los aprender da forma como eles mais gostam!

O educador dessa faixa etária deve estar preparado para ensinar de forma produtiva, e jamais deverá deixar de estudar e pesquisar esses aspectos tão importantes para o desenvolvimento do seu árduo ofício. Aproveitar o potencial de absorção do conhecimento existente em nosso adolescente é cooperar com o desenvolvimento de toda sua vida.


Encontrar estratégias adequadas

O processo ensino-aprendizagem acontece quando conseguimos atingir a atenção e o interesse de alguém. E com os adolescentes não é diferente. Como ensiná-los a Palavra de Deus, em dias tão difíceis? É necessário descobrir estratégias adequadas para aplicá-las no momento certo. Precisamos adaptar e usar dinâmicas que envolvam a participação dos nossos jovens, conscientizando-lhes da necessidade de Deus na vida, de como dependem do Senhor para viver em paz em um mundo tão corrompido. Levar o adolescente à leitura bíblica, à pesquisa e ao estudo da Palavra são pontos fundamentais para que possam tomar gosto pelas Verdades Sagradas.

Em meio a tanta violência e ao envolvimento exagerado com equipamentos eletrônicos nessa era da comunicação rápida e fácil é que o adolescente vive, e se fascina com as facilidades e descobertas. O que podermos fazer como igreja ou como educadores que desejam investir esforços para envolvê-lo com as coisas espirituais? Todo esforço, seja da família, da igreja ou particular de nós, educadores cristãos, será válido para aproximar nosso adolescente de Deus.

Junto com toda a criatividade que devemos ter para ensinar essa turminha distraída com tantas coisas do mundo ao seu redor, que tentam desvirtuá-los dos caminhos do Senhor, precisamos como líderes bem preparados ter uma vida espiritual equilibrada com oração e testemunho, porque tais coisas certamente os nossos queridos adolescentes sempre buscarão em nós. Seguir o exemplo de um bom líder espiritual também é vontade deles.

Apresentando-lhes atividades interessantes, levando-os à discussão de temas com lições que podem ser aproveitadas para a prática do dia-a-dia de suas vidas cristãs, é possível alcançar muitos dos nossos jovens adolescentes com os ensinamentos da Palavra de Deus e fazê-los jovens de bom testemunho.

Nunca devemos dar como castigo aos adolescentes a leitura bíblica. Nada obrigado vai trazer-lhes algum ensinamento, mas só poderá causarlhes aborrecimento e desinteresse. Cada atividade proposta ao grupo deve ser apresentada inicialmente com um propósito. Os porquês, os benefícios, como e quando vai ser útil à vida do adolescente são questões cruciais a serem pensadas por cada pai e educador cristão. Precisamos saber o momento certo de utilizarmos os recursos didáticos apropriados para o ensinamento que queremos transmitir naquela aula, palestra ou situação de aprendizagem.

Nós, como educadores de adolescentes, devemos ser líderes determinados, corajosos, constantes estudiosos; devemos estar preparados para todas as situações adversas de nossa missão e buscar nos capacitarmos, lendo bons livros da área e também participando de cursos, palestras, congressos e seminários que possam contribuir de alguma forma para o nosso bom desempenho.

A verdade é que se não conseguirmos alcançar os nossos adolescentes e ganhá-los para o Senhor, o mundo os ganhará de nós, coisa que jamais devemos permitir tanto como educadores quanto como líderes e pais.

Verdadeiro desafio se nos apresenta: a educação de adolescentes nos moldes estabelecidos pela Palavra de Deus. No entanto, conhecendo melhor essa fase da vida, procurando aproveitar os potenciais conhecimentos de nossos adolescentes e formulando estratégias através das quais possamos alcançar as mentes e os corações de nossos pequenos jovens, estaremos no rumo certo da saudável educação de nossos alunos. Em nome de Jesus, ganharemos essa batalha! Ela é e será sempre nossa porque o Senhor está conosco! Amém!

Alderí Ribeiro de Moura Cruz é professora de Língua Portuguesa, coordenadora pedagógica de ensino na rede pública e é coordenadora do Departamento de Educação Cristã da Assembleia de Deus em Rio Branco (AC)

 Revista Ensinador Cristão - Ano 11 - Edição nº 43

No responses yet

« Newer posts Older posts »

Radio Vox Dey

LEIA GRATIS A REVISTA ABNB

Conheça a SBB

SBB Notícias

Followers