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Archive for Novembro 2010

Lição 10


 O MINISTÉRIO DA INTERCESSÃO
Texto Áureo: Ef. 6.18 – Leitura Bíblica: Gn. 18.23-29,32,33


Objetivo: Ensinar os alunos a exercerem, através de Cristo, impulsionados e capacitados pelo Espírito Santo, o ministério da intercessão.

INTRODUÇÃO

Por quem devemos orar? Em uma sociedade individualista, existe uma tendência das pessoas orarem apenas por si próprias. Na lição de hoje abordaremos o sublime ministério da intercessão. Inicialmente, destacaremos a relevância desse ministério, em seguida, trataremos a respeito da intercessão no Antigo e no Novo Testamento.

1. INTERCESSÃO, UM MINISTÉRIO

A definição dicionarizada de intercessão diz que “se trata do ato de rogar, suplicar, pedir por outrem”. O verbo interceder tem importância crucial no ministério (serviço) cristão, isso porque não fomos chamados apenas para nos importar conosco, mas também a lembrarmo-nos dos outros, tanto em oração quanto em ação. A palavra de Deus nos orienta a se alegrar com os que se alegram, mas a também chorar com os que choram (Rm. 12.15). E isso se aplica as diversas dimensões da vida cristã, precisamos ser solidários com as necessidades dos irmãos, todos, mas principalmente para com os domésticos da fé (Gl. 6.10). A igreja moderna, como resultado do individualismo, deixou de praticar a comunhão, que não devam se restringir apenas as horas do culto. Os círculos de oração surgiram com o propósito de integrar irmãos e irmãs em propósitos conjuntos de intercessão. Devemos lembrar o que Jesus disse a respeito da sua presença entre aqueles que estivessem reunidos (Mt. 18.20), isso inclui também a intercessão na oração. A intercessão deva levar em conta a dimensão integral da vida do cristão, oração e ação. Há momentos em que podemos tão somente orar, mas não devemos desconsiderar as situações nas quais é possível agir. Deus pode estar querendo que nós não apenas oremos pelo irmão ou irmã necessitada, mas que também sejamos capazes de tomar alguma atitude.

2. A INTERCESSÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

A palavra intercessão, em hebraico, é palal e ocorre cerca de oitenta vezes, cujo sentido geral é “orar”, mas em aproximadamente cinqüenta vezes, essa palavra parece no sentido de “interceder”. Exemplos desse tipo de oração é a intercessão de Moisés pelo povo de Israel (Nm. 11.21; 21.7; Dt. 9.20). Em I Sm. 2.25 é posta a questão: “Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria matar”. Samuel é justamente um modelo exemplar de alguém que intercede pelo povo de Deus (I Sm. 7.5; 12.19,23); e Salomão na ocasião em que o templo foi dedicado ao Senhor (I Rs. 8.22ss). Daniel orou pelo povo que se encontrava no cativeiro babilônico (Dn. 9.4,20) e Esdras também intercedeu pelos judeus após o retorno deste (Ed. 10.1ss). Mas há uma ocasião específica na qual Deus orienta Jeremias a não interceder, isso em decorrência do pecado premeditado dos judeus (Jr. 7.16; 11.14; 14.11). Há outros casos de intercessão no Antigo Testamento, entre eles destacamos: I Rs. 13.6; II Rs. 4.33; II Cr. 30.18; Jr. 37.3; Jó. 42.8ss). Conforme depreendemos desses textos, a prática da intercessão era comum na religiosidade judaica. Esses exemplos veterotestamentários são suficientes a fim de estimular os crentes da atualidade a intercederem pelo próximo.

3. A INTERCESSÃO NO NOVO TESTAMENTO

No Novo Testamento, interceder é entynchanõ em grego e significa “fazer uma petição por outra pessoa”. O uso desse termo também tem um caráter político, haja vista que o povo judeu intercedeu a Festus que interviesse contras as atividades evangelísticas de Paulo (At. 25.24). No plano espiritual, a intercessão, grosso modo, é uma atuação do Espírito Santo que faz com que nossas necessidades sejam conhecidas perante Deus (Rm. 8.27). Jesus também tem atuação direta na intercessão, pois Ele é o Sumo Sacerdote que serve de Mediador entre Deus e os homens no céu (Rm. 8.34; Hb. 7.25). Outra palavra grega, que se refere à intercessão, é hyperentynchanõ, uma variação de entunchanõ, que ocorre apenas em Rm. 8.26 que se refere à intercessão do Espírito de Deus pelo povo quando esse tem dificuldade para orar em tempos de aflição. O vocábulo enteuxis é um substantivo raro, que pode ser encontrado em I Tm. 2.1, e admoesta Timóteo, enquanto líder, a orar por todas as pessoas, fazendo intercessão por elas perante Deus. Em I Tm. 4.5, euteuxis se refere à consagração dos pedidos a Deus através da oração. Em regra geral, a igreja é instruída a interceder uns pelos outros (Tg. 5.16; Ef. 6.18). Na verdade, essa deva ser uma prática comum, a intercessão e a ação em prol dos irmãos necessitados (At. 12.5; 13.3). Não esqueçamos que é dever de todo crente orar uns pelos outros (I Jo. 5.16; I Tm. 2.1,8). O exercício do ministério da intercessão demonstra atitude de perseverança (Mt. 15.22-28), altruísmo (Rm. 9.3) e empatia (Rm. 12.15).

CONCLUSÃO

A igreja cristã precisa redescobrir o valor da intercessão. Não esqueçamos de orar uns pelos outros. Quanto mais exercitamos o ministério da intercessão, mais demonstramos que somos capazes de pensar mais nos irmãos necessitados e menos em nós mesmos. Se quando oramos exercitamos a piedade, multiplicamos essa prática em poder se o fizermos também com súplicas. Em dias de tanto egoísmo, marcados pelo individualismo, o desafio do cristão é o de focar em direção ao outro, sentir as suas dores, interceder (e agir) por ele.

BIBLIOGRAFIA

BRANDT, R. L; BICKET, Z. J. Teologia bíblica da oração. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
SOUZA, E. A. Guia básico da oração. Rio de Janeiro: CPAD, 2002. 
 
Fonte:http://subsidioebd.blogspot.com/2010/11/licao-10.html

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SBB expõe trabalho social no ONG Brasil 2010



A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) participará do evento ONG Brasil 2010, exposição e congresso sem fins lucrativos, direcionado ao desenvolvimento e capacitação de Organizações Não Governamentais (ONGs) com atuação no País. Realizado de 25 a 27 de novembro, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo, o evento deverá reunir cerca de quatro mil profissionais, nos dois primeiros dias, entre eles, gestores do Terceiro Setor e representantes das áreas de Responsabilidade Social, Gestão Ambiental, Marketing do Primeiro e Segundo Setores.

Em seu estande, a SBB apresentará o trabalho que desenvolve na área social, iniciado em 1962, quando criou o programa Luz na Amazônia, voltado às populações ribeirinhas que vivem em situação de extrema carência. Em 2008, com o intuito de replicar em outras regiões do país os impactos positivos alcançados com este programa e ampliar sua abrangência, a SBB criou o Luz no Brasil, que tem por objetivo levar assistência social e espiritual a comunidades que vivem em situação de risco social em diferentes localidades do País, por meio de atendimento médico, odontológico e distribuição de literatura bíblica. Englobando os programas Luz na Amazônia, Luz no Sul e Luz no Nordeste, conta com barco, ônibus e caminhão adaptados com equipamentos médicos, odontológicos e hospitalares, que percorrem áreas carentes e isoladas do Brasil.

Os visitantes do ONG Brasil 2010 também conhecerão o programa A Bíblia para Pessoas com Deficiência, que tem como objetivos promover, por meio da Bíblia, a inclusão social, facilitar o desenvolvimento cultural, oferecer apoio espiritual, estimular a alfabetização e possibilitar a integração da pessoa com deficiência à vida comunitária. Para atender à demanda dos deficientes visuais, a SBB desenvolveu publicações adequadas para este público, como as pioneiras Bíblia em Braile e Bíblia em Áudio. A principal ação deste programa está na produção e distribuição gratuita de literatura bíblica em braile e em áudio e da edição em braile da revista A Bíblia no Brasil para os deficientes visuais cadastrados no programa, entidades que se dedicam ao atendimento deste público, igrejas, comunidades e bibliotecas. A entidade desenvolve, ainda, vários programas sociais de abrangências regional e nacional, com foco nos estudantes da rede pública de ensino, presidiários e enfermos, entre outros.

Organizado pela UBM Brazil, o ONG Brasil 2010 contará com mais de 500 ONGs expositoras. Nos dias 25 e 26, o evento será restrito aos profissionais ligados ao Terceiro Setor. No sábado, a mostra será aberta ao grande público, como forma de incentivar o início de uma ação social, seja por meio de doações de dinheiro ou bens materiais, ou de tempo, pelo trabalho
Fonte: http://www.sbb.org.br/interna.asp?areaID=101&id=630

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A Bíblia em quadrinhos



Em tempos modernos, é preciso reinventar os modos de transmissão da Palavra de Deus para a atual geração de jovens. Uma novidade do gênero é a publicação The Action Bible (A Bíblia de Ação), lançada em setembro último pela editora cristã americana David C. Cook.

O livro bíblico foi concebido na diferenciada forma de revista em quadrinhos. Reúne 215 histórias de ação em ordem cronológica do Velho e Novo Testamentos, totalizando 750 páginas coloridas com ilustrações contemporâneas. Os diversos personagens bíblicos foram desenhados com contornos de super-heróis. Entre as principais histórias retratadas, estão as de Moisés, Jacó, Abraão, José, Davi e Sansão. Como não poderia deixar de ser, Jesus é o personagem principal.

Todo o projeto ilustrativo da obra é assinado pelo renomado cartunista brasileiro radicado nos EUA, Sergio Cariello, que também integra a equipe da Marvel Comics, desde 1992. O artista recifense levou três anos para concluir todos os desenhos e foi escolhido para o trabalho após ganhar um concurso de desenhistas latinos cristãos. “Procurei usar nos desenhos bíblicos um efeito dinâmico, com design de ação e aventura. O apelo visual faz a leitura fluir de uma página para a outra. É uma maneira atraente de ler a Bíblia e entender sua história, com muita imagem e pouco texto”, explica.

Por enquanto, o moderno gibi bíblico existe só na versão em inglês. Mas no futuro pode ser impresso em outros idiomas, graças ao sucesso de público. Logo no primeiro mês de lançamento, foram vendidos mais de 30 mil exemplares. A primeira tiragem de 75 mil cópias também já se esgotou. “Crianças e adolescentes, que nunca antes leram a Bíblia, agora não conseguem para de ler por causa das imagens e histórias animadas. Os e-mails que recebo indicam ainda que os adultos deleitam-se de igual modo”, testemunha Sergio Cariello.

A publicação está em sua 2ª edição – a primeira versão data dos anos 1970 – e é vendida em todas as livrarias evangélicas e convencionais dos EUA. Custa US$ 25 e também pode ser comprada no site www.theactionbible.com.

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Eu sonhei esta noite



Ninguém jamais passou uma noite sem sonhar. Ainda que, pela manhã, ao acordar, eventualmente você não se lembre de ter sonhado, os sonhos povoam a sua mente durante o sono. Há, todavia, ocasiões em que se tornam tão reais que sua lembrança permanece na memória por semanas. Depois se esvaem da memória e são substituídos por novos sonhos. E assim vai.

O que são os sonhos? Eles se definem como fenômenos psíquicos que ocorrem independente da vontade, trazendo à superfície coisas que ficaram esquecidas no subconsciente, desejos ocultos que insistem em tomar a forma da realidade quando se está dormindo, e tornando-se, em diversos casos, o desaguadouro emocional de idealizações que jamais alcançam o terreno da existência. Muitos, no entanto, são considerados premonitórios e estariam alertando para situações que acabariam ocorrendo.

Casos assim permitem que se pergunte: Deus fala através de sonhos ou eles se restringem apenas à psique, sendo mera coincidência quando acontecimentos singulares parecem lhes dar significado existencial?  Continue Lendo...




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FG News : Vaticano cobra de Dilma que preserve acordo bilateral sancionado por Lula


Emissário da eleita, o petista Gilberto Carvalho tem encontro com representante do papa, em Roma, e entrega carta com pedido de "trégua" à Igreja após "tensão" eleitoral envolvendo a questão do aborto; petista e Bento XVI agendam encontro para 2012

O Vaticano cobra do novo governo de Dilma Rousseff um compromisso para que não reabra o acordo que rege as relações bilaterais e que foi alvo de muita polêmica. O assunto foi debatido ontem em uma reunião entre o secretário da Santa Sé para Relações com os Estados, Dominique Mamberti, e Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Carta de Deus para você

                  

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Apocalipse – Você não vai querer ficar para ver

               

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Universidade alemã oferece espiritualidade como disciplina de Medicina



“Spiritual Care” é uma matéria obrigatória na Universidade de Munique que visa ajudar os médicos a prestarem assistência espiritual e psicológica para pacientes terminais.
Durante um curso de medicina, os futuros médicos aprendem muito sobre doenças e seus tratamentos. Mas o que faz um médico quando um paciente não pode mais ser curado? Ou seja, quando não se trata apenas de assistência médica, mas de apoio emocional?

Pacientes têm direito à assistência espiritual
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todo paciente terminal tem direito a ajuda médica, psicológica e espiritual. Mas este último aspecto ainda é pouco explorado.
“Tornar médicos jovens e mesmo os mais experientes aptos a prestar assistência espiritual é visto por nós hoje como uma tarefa da medicina”, afirma Eckhard Frick, professor da Universidade Ludwig Maximilian, de Munique. Juntamente com o colega de trabalho Traugott Roser, ele criou a primeira disciplina obrigatória de “Spiritual Care” da Alemanha.


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O dom de cuidar


 A recomendação bíblica de dedicação ao ensino envolve também o zelo pelos alunos

“Assim nós embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros. De sorte que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a mediada da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou se exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade, o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria...”, Romanos 12.5-8 – grifo nosso.

Dom de ensinar é uma capacitação divina para expor, ensinar, explicar, esclarecer, defender e proclamar as verdades referentes à Palavra e ao Reino de Deus: “...como não me esquivei de vos anunciar coisa alguma que útil seja, ensinando-vos publicamente e de casa em casa”, At 20.20; “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”, 2Tm 2.2.

Dom de ensinar é um dos dons concedidos por Deus aos seus servos com o objetivo específico de manifestar sua graça, glória e poder na edificação do Corpo de Cristo, a igreja: “Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da plenitude de Cristo”, Ef 4.12-13. Na lista dos dons espirituais no Novo Testamento temos o dom do ensino (Rm 12.-6-8; 1 Co 12.8-10, 12.28-29 e Ef 4.11-13). Continue Lendo...

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Seminário de Ciências Bíblicas

A Sociedade Bíblica do Brasil promove edições do Seminário de Ciências Bíblicas em diversas partes do país, com o objetivo de disseminar o surgimento da Bíblia Sagrada, a transmissão de seu texto, a história da sua tradução e o seu uso na missão e na igreja local.

Dirigido a pastores, líderes cristãos, obreiros, professores de escola bíblica e seminaristas, o Seminário de Ciências Bíblicas é dividido em seis grandes painéis.






PROGRAMAÇÃO


Seminário de Ciências em Vitória da Conquista - BA
19 DE NOVEMBRO
19h30 às 22h30 Tema: A função da Bíblia na igreja local
Palestrante: Rev. Dr. Erní Walter Seibert
Tema: A Bíblia e a Educação
Palestrante: Pr. Altair Germano

 
20 DE NOVEMBRO
08h30 às 17h00 Tema: História da Bíblia: dos manuscritos aos formatos digitais
Palestrante: Rev. Dr. Erní Walter Seibert
Tema: Bíblia no mundo digital
Palestrante: Pr. Elismar Vilvock


Tema: O Trabalho da SBB
Palestrante: Rev. Dr. Erní Walter Seibert


Serviço

Seminário de Ciências Bíblicas em Vitória da Conquista
Data: 19 e 20 de novembro de 2010
Local: Faculdades Santo Agostinho Endereço: Av. Olívia Flores, 200 Vitória da Conquista - BA
Horário: 19/11 – Das 19h30 às 22h30 - 20/11 – Das 8h30 às 17h
Investimento: R$ 20,00
Informações: (77) 3084-6603, (77) 8817-0311 (Rosemary) (31) 3343-9100 (SBB/BH) e 0800 727 8888 (SBB)

Clique abaixo para conferir o conteúdo completo das palestras do Seminário de Vitória da Conquista:

:: A Bíblia e a educação
:: A Bíblia no mundo digital
:: História da Bíblia

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Lição 08 - A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO




Objetivo: Meditar na oração sacerdotal de Jesus, a fim de que, como Ele, possamos nos relacionar com o Pai e agrada-lo em todas as circunstâncias da vida.

INTRODUÇÃO
Após cear com seus discípulos, Jesus profere uma oração intercessória ao Pai. Ela é conhecida como sacerdotal porque através dela o Senhor pede em prol daqueles que já o seguiam e que viriam a segui-lo ao longo dos tempos. Nesta aula, dividiremos essa oração em três partes: a primeira, Jesus ora por Si mesmo; a segunda, pelos seus discípulos; e por fim, ora pela Sua igreja. Devemos ter em mente, ao longo da exposição, o interesse de Jesus: pela Sua glorificação (Jo. 17.1-5); seu grupo apostólico imediato (Jo. 17.6-19) e 3) o grande número de crentes que ainda haveria de aceitar a fé (Jo. 17.20-26).

1. JESUS ORA POR SI MESMO
Para descer a terra, Jesus esvaziou-se, assumindo a forma de homem (Fp. 2.5-11). Por isso, diante da crucificação iminente, pede ao pai que o glorifique, tal como antes que o mundo existisse. Ele desejava retornar ao trono do Pai, não somente para seu bem-estar, mas para atuar em prol da Sua igreja (Jo. 7.39). Jesus existia desde a eternidade, mesmo antes que o mundo fosse criado, e antes de se tornar carne e nascer de Maria, Ele já desfrutava da glória do Pai. Essa verdade deva servir de fundamento para fé do cristão, pois temos a certeza de que Ele possui todo o poder e é capaz de salvar os pecadores, pois sua eternidade comprova Sua divindade (Jo. 1.14). Jesus não deixou de ser Deus ao tornar-se carne, pois nEle habitava corporalmente toda a divindade (Cl. 2.9). Ainda assim, Ele não deixou de se compadecer da condição humana. Mesmo reconhecendo os defeitos dos seus discípulos, Jesus não deixou de interceder por eles perante o Pai, mas não apenas por aqueles, mas por todos os que viriam a crer por intermédio do testemunho daqueles primeiros discípulos. A compaixão de Jesus, sua disposição para perdoar, deva servir de lição para todo cristão, Ele não se esqueceu nem mesmo de Pedro, após este O ter negado (Mc. 16.7). Muito antes lhe havia dito “eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lc. 22.32).

2. JESUS ORA PELOS SEUS DISCÍPULOS
Jesus ora especificamente pelos seus discípulos: “é por eles que eu rogo”, “por aqueles que deste”, e não pelos ímpios “não rogo pelo mundo”. A razão dessa singularidade é que eles “guardaram a tua palavra” (v. 6), “porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam” e “creram que me enviaste” (v. 8). O discipulado é conseqüência de uma experiência íntima com Cristo, e principalmente, da aceitação da Sua Palavra. Mas Jesus não quer que seus discípulos sejam retirados do mundo, pelo menos por enquanto. Diante das perseguições, é bem provável que esses quisessem retornar ao lar, à casa do Pai (Jo. 14.1). Seus discípulos precisariam permanecer no mundo, para que, nele, dEle dessem testemunho (At. 1.8). Ademais, para que pudessem amadurecer na fé, fazia-se necessário que enfrentassem aflições, ainda que tivessem, do Senhor, a promessa de que sairiam vencedores (Jo 16.33) e de que seriam livres do mal (Jo. 17.15; I Co. 5.9-11). O interesse primordial de Jesus não é pela prosperidade material dos seus discípulos, mas para que vivessem em santificação, que fossem santificados pela Palavra, que é a Verdade (Jo. 17.17). Mas Ele não queria que seus discípulos se encontrassem em divisão, antes que fossem um, como Ele e o Pai eram um. Os partidarismos eclesiásticos prejudicam a unidade da igreja (I Co. 3). Desde o princípio, a motivação central da igreja deveria ser a manutenção da unidade pelo vínculo da paz (Ef. 4.3), a fim de que essa possa chegar à unidade da fé (Ef. 4.13).

3. JESUS ORA PELA SUA IGREJA
Por fim, Jesus ora não apenas por aqueles discípulos, mas por todos os que viriam a crer por intermédio da mensagem deles (Jo. 17.20). Esse é o fundamento da fé da igreja cristã, a Palavra de Jesus, pregada pelos apóstolos, registrada na Escritura. Ainda que Jesus não tivesse orado pelo mundo, mas orou por aqueles que estavam no mundo, alvo do amor de Deus (Jo. 3.16). A vontade de Jesus é que onde ele se encontra, também estejam com Ele aqueles que O receberam, para que vejam a Sua glória. Essa parte da oração aponta para um futuro glorioso, esperança da igreja de Cristo. Não podemos ver ao Senhor agora, mas chegará o dia no qual O veremos como Ele é (I Jo. 3.2). Quando a trombeta soar, estaremos para sempre com o Senhor, os mortos ressuscitarão, os vivos serão transformados, essa é uma mensagem de conforto para a igreja (I Ts. 4.13-17). E, como disse o Salmista, “na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl. 16.11). Pois a Igreja, aqueles que foram chamados para fora, a assembléia de Cristo, conheceu, não pela carne e pelo sangue, mas pela Palavra de Deus, que Ele fora enviado do Pai (Jo. 17.25). E essa é a justamente a vida eterna que “que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo. 17.3).

CONCLUSÃO
A oração sacerdotal de Jesus é categorizada, pelos teólogos, como “o santo dos santos das Escrituras”. Nessas palavras o Senhor revela sua íntima comunhão com o Pai, a quem nos ensinou a chamar de Aba (Papai). Através dessa oração podemos conferir o amoroso interesse de Jesus por aqueles que O seguem. Diante dessa intercessão graciosa, devemos não apenas ter confiança nas palavras de Cristo, que são fiéis e verdadeiras, mas também adorá-LO, tributando, a Ele, a glória que LHE é devida.

BIBLIOGRAFIA
BRANDT, R. L; BICKET, Z. J. Teologia bíblica da oração. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
PEARLMAN, M. João: o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995. 


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Lição 07 - A ORAÇÃO DA IGREJA E O TRABALHO DO ESPÍRITO SANTO



Objetivo: Motivar os alunos a fim de que esses percebam que a expansão contínua do evangelho de Cristo é um distintivo da igreja que não se descuida da oração.

INTRODUÇÃO
A Igreja, desde os seus primórdios, dependeu da direção do Espírito Santo. O Senhor Jesus orientou-a para que ficassem em Jerusalém, até que do alto fosse revestida do poder (Lc. 24.49 At. 1.5-8). Na aula de hoje, destacaremos a atuação do Espírito Santo em resposta às orações da igreja. Veremos, ao final da lição, que o crescimento sadio da igreja depende da palavra e do poder do Espírito Santo.

1. A ORAÇÃO NA IGREJA PRIMITIVA
Não podemos esquecer que a Igreja Primitiva foi estabelecida em uma reunião de oração, com duração de sete a dez dias (At. 1.13,14) e que essa sempre permaneceu em oração (At. 2.42), sendo esta, além da Palavra, o seu fundamento. Lucas registra, em At. 1.14, que “todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas”. Quando o Espírito Santo foi derramado sobre a igreja, “e todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At. 2.4), ela se encontrava em oração. Naquela ocasião, “veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados” (At. 2.2). Em resposta às orações da Igreja, muitos milagres aconteceram (At. 3.1-8; At. 28.8,9), revelando o poder do Espírito para intervir na história mediante a oração dos crentes. Essas manifestações consolidam o ensinamento de Jesus, de que “se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus” (Mt. 18.19). Diante das perseguições, a igreja não dependia do poder terreno, antes se voltava ao Senhor em oração, recebendo o poder do Espírito para testemunhar do evangelho de Cristo com ousadia (At. 4.24-31).

2. A ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NA IGREJA
A missão fundamental da Igreja é o testemunho da morte e ressurreição de Cristo, para tanto, ela precisa do poder do Espírito Santo (At. 1.8). Após a perseguição em Jerusalém, o Espírito Santo conduziu Filipe à Samaria, onde pregou (At. 8.4). Na medida em que Filipe pregava o evangelho, a igreja orava pelo crescimento da igreja entre os samaritanos (At. 14-16). A atuação direta do Espírito Santo favoreceu a expansão do cristianismo. Saulo de Tarso perseguiu a Igreja Primitiva, mas esse teve uma visão, na estrada de Damasco (At. 9.1-10). Enquanto Ananias orava, o Senhor o enviou para interceder por Saulo (Paulo), e este, no mesmo momento, também estava orando (At. 9.11). O Espírito Santo guiava a igreja do primeiro século a fim de que o evangelho se expandisse. Cornélio, um homem de “bom testemunho de toda a nação dos judeus” (At. 10.22), recebeu a visita de Pedro (At. 10.5), o qual lhe ministrou a Palavra e recebeu o batismo no espírito Santo (At. 10.36-38). O Espírito Santo, em resposta à oração da igreja, guiava na separação e no envio de obreiros para a obra missionária (At. 13.2,3). A igreja não pode esquecer de orar ao Senhor e pedir que mande ceifeiros para a sua seara (Mt. 9.38) e esses devam ser enviados debaixo da oração e do jejum da igreja, com imposição de mãos (At. 13.3).

3. O ESPÍRITO E O CRESCIMENTO DA IGREJA
O crescimento da igreja depende da atuação do Espírito Santo e da ministração da Palavra de Deus. Muitas igrejas que atualmente são consideradas em crescimento, na verdade estão apenas “inchando”. Há templos superlotados, nos quais a Palavra de Deus não é pregada. O Espírito Santo não tem parte em tais ministérios, pois o Espírito e a Palavra trabalham conjuntamente. Na busca por aumentar sua audiência, alguns pregadores estão fazendo concessões em relação ao evangelho de Cristo. As mensagens que estão sendo pregadas em alguns púlpitos assemelham-se aos livros de auto-ajuda que são vendidos nas livrarias. Os obreiros dessas igrejas não são separados pela preparo na palavra, muito menos pela orientação do Espírito santo, mas pela capacidade de arrecadar recursos, pelo carisma perante os ouvintes, e, em alguns casos, pela aparência física. Essas igrejas dependem da propaganda comercial, dos horários pagos na televisão, o crescimento é apenas aparente. Os pastores, se assim podem ser chamados, investem maciçamente no marketing pessoal, tentam fazer conchavos eclasiásticos para se manterem no poder, apontam auxiliares despreparados, utilizam critérios interesseiros. Os crentes, por sua vez, não se dedicam à oração, vão para a igreja tão somente para massagearem o ego. As cantarolas - e shows - imperam de tal modo que não há espaço para a exposição da mensagem bíblica e muitos menos para a atuação do Espírito, são igrejas, como diria Emílio Conde, “sem brilho”.

CONCLUSÃO
A igreja do Senhor precisa retornar aos princípios e voltar à prática contínua da oração. Se quisermos ver a manifestação do Espírito Santo dantes, tanto na ministração da Palavra quanto na manifestação de milagres, precisamos deixar de confiar nos dotes meramente pessoais. Conta-se que Agostinho de Hipona, quando visitou a Igreja Romana, ouviu o seguinte comentário: “veja Agostinho, já não podemos dizer que não temos prata nem ouro”. O sábio pai da igreja retrucou: “também não podemos dizer ao coxo ‘levante e ande’”. Que o Senhor nos desperte para a oração e para dependemos mais do poder do Espírito Santo.

BIBLIOGRAFIA
BRANDT, R. L; BICKET, Z. J. Teologia bíblica da oração. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 


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